Por Fábio Campos
O primeiro dia útil da última semana de campanha no primeiro turno começou explosiva. Primeiro, a liberação de uma parte da colaboração de Antônio Palocci, o homem do PT que tinha a absoluta confiança de Lula. Um “insider”. O ministro da Fazenda. O petista de dentro que transitava como nenhum outro entre o partido, o Governo e as forças que orbitavam em torno do Governo. Entre todos eles, a parte da iniciativa privada com seus generosos contratos públicos.
Na sequência, mais um bate-cabeça entre dois ministros do Supremo. Um foi desautorizado por outro que acabou sendo desautorizado pelo primeiro. Enfim, a decisão de Ricardo Lewandowsck libera a Folha de S. Paulo para fazer uma entrevista com Lula, o preso de Curitiba.
Presos podem dar entrevista? Com permissão judicial, sim. Quem fizer a entrevista pode publicar? Claro que sim. Fora disso, é censura. Por óbvio, dezenas de outros veículos vão também querer fazer a entrevista. Porém, cabe ao entrevistado dar ou não. A entrevista pode ser boa para Haddad. Mas também pode ser muito ruim. Ninguém sabe ao certo o efeito de atiçar mais ainda o já atiçado antipetismo.
O fato é o seguinte: duas bombas na segunda-feira com repercussão na campanha eleitoral. Outras virão.







