O Quaest iniciou nesta segunda-feira (27) a divulgação de uma ampla rodada de pesquisas eleitorais em 11 estados, incluindo o Ceará, que terá seus dados apresentados no próximo dia 30. O levantamento mede cenários para governador, senador e presidente da República, com um recorte presidencial que testou 12 pré-candidatos. A forma como Ciro Gomes entrou no questionário é a novidade.
Ceará: detalhes da pesquisa
- Período de campo: 24 a 28 de abril
- Entrevistas: 1002 presenciais
- Margem de erro: ±3 pontos percentuais
- Divulgação: 30 de abril
Ciro volta ao tabuleiro
A principal novidade política é a inclusão de Ciro Gomes no questionário. O movimento nacional do PSDB, que passou a articular uma possível reaproximação com Ciro, já produz efeitos concretos: o nome do ex-ministro entra como variável real nas simulações eleitorais. Mais do que isso, o instituto avançou qualitativamente ao testar cenários estratégicos:
- Ciro deve disputar o governo do Ceará?
- Deve tentar novamente a Presidência da República?
- Ou seria melhor não se candidatar?
Não se trata apenas de intenção de voto, mas de direcionamento político do eleitorado.
Camilo também no radar
Outro ponto sensível do levantamento envolve Camilo Santana. Os entrevistados foram questionados sobre um cenário direto: Camilo deveria ou não ser candidato ao governo do Ceará no lugar de Elmano de Freitas? A pergunta indica que o instituto busca captar possíveis tensões internas no grupo governista e medir alternativas de liderança no Estado.
A rodada nacional
A pesquisa da Quaest cobre 11 estados estratégicos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará, Ceará, Goiás e Espírito Santo.
Leitura Focus
O levantamento no Ceará vai além dos números e antecipa movimentos políticos ainda em formação. Três sinais se destacam:
- Ciro Gomes volta ao centro do debate, não apenas como candidato, mas como peça de reposicionamento nacional.
- O grupo governista não é tratado como fechado, ao testar Camilo Santana como alternativa a Elmano de Freitas.
- O eleitor passa a ser ouvido sobre estratégia, não apenas preferência.
A eleição de 2026 no Ceará entra, desde já, em uma fase de xadrez político real.







