
Recorde histórico: O Brasil recebeu US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em investimentos de grupos chineses em 2025, segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China. O valor representa alta de 45% em relação a 2024 e o maior volume já registrado entre todos os destinos globais.
Avanço dos projetos: Ao todo, foram identificados 52 investimentos chineses no país no ano passado, envolvendo desde novas operações até expansões, fusões, aquisições e joint ventures.
Setores que lideram: Energia concentrou 29,5% dos aportes, seguida por mineração (29%), indústria automobilística (15,8%), petróleo (13,3%) e tecnologia da informação (6,3%).
Montadoras e cadeia produtiva: Entre os destaques estão a instalação de fábricas de automóveis e a ampliação da cadeia de fornecedores ligada a montadoras chinesas como BYD e GWM Brasil.
Energia limpa em foco: O setor elétrico manteve protagonismo, com US$ 1,79 bilhão em projetos voltados principalmente para usinas solares, eólicas, hidrelétricas e expansão de linhas de transmissão.
Mineração dispara: Os investimentos em mineração mais que triplicaram em 2025, alcançando US$ 1,76 bilhão. O principal movimento foi a compra da mineradora Equinox Gold pela chinesa CMOC Group por US$ 1 bilhão.
Mudança de perfil: Segundo o estudo, os investimentos deixaram de ser concentrados apenas em grandes conglomerados e passaram a incluir fornecedores e empresas ligadas às cadeias industriais já instaladas no Brasil.
Fatores de atração: Entre os motivos apontados para o avanço chinês estão o tamanho do mercado consumidor brasileiro, a estrutura industrial, o sistema bancário consolidado, a disponibilidade de recursos naturais e a matriz energética limpa.
Contexto global: O levantamento aponta que a instabilidade geopolítica e o fechamento de mercados em outros países impulsionaram o Brasil como destino estratégico para empresas chinesas nos últimos anos.






