
Mudanças aprovadas: O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas condições financeiras para o programa Reforma Casa Brasil, coordenado pelo Ministério das Cidades. A iniciativa é voltada à melhoria de moradias já existentes e faz parte de uma proposta do governo federal apresentada em abril.
Ampliação do público: A faixa de renda foi ampliada de R$ 9,6 mil para até R$ 13 mil mensais, permitindo que mais famílias tenham acesso ao financiamento para reformas habitacionais.
Redução dos juros: Para famílias com renda de até R$ 9,6 mil, a taxa nominal foi fixada em 0,82% ao mês. Com encargos do Fundo Social, o custo total chega a 0,99% ao mês, abaixo do intervalo anterior, que variava entre 1,17% e 1,95%.
Prazo maior de pagamento: O prazo de financiamento passou de 60 para 72 meses, medida que reduz o valor das parcelas e amplia a capacidade de pagamento das famílias beneficiadas.
Aumento do crédito: O limite de financiamento também foi elevado e pode chegar a R$ 50 mil por família, conforme as novas regras.
Integração com habitação: O programa se articula com o Minha Casa Minha Vida, que recebeu reforço de R$ 20 bilhões em 2026, elevando o total para R$ 45 bilhões no ano. Desde 2025, os recursos acumulados para habitação chegam a R$ 60 bilhões.
Objetivo social e econômico: O governo afirma que a ampliação do crédito busca reduzir o déficit habitacional e estimular a construção civil, com impacto direto na geração de empregos e renda.
Impacto fiscal: A extensão do prazo de pagamento do programa representa um subsídio implícito estimado em R$ 567 milhões, segundo projeções oficiais.
Próximos passos: O Ministério das Cidades deve publicar nos próximos dias uma portaria detalhando as novas regras operacionais do programa.






