
Por que importa: A percepção internacional sobre as duas maiores economias do mundo mudou de direção. Pela primeira vez desde que o Pew Research Center iniciou a série histórica, a China passou a ser vista de forma mais favorável que os Estados Unidos na maioria dos países pesquisados — e o Brasil faz parte desse movimento.
Os detalhes:
- A pesquisa ouviu mais de 42 mil pessoas em 35 países, além da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, entre fevereiro e maio de 2026.
- Em 25 dos 36 mercados pesquisados, a China tem hoje imagem mais positiva que os Estados Unidos.
- Em 22 países, Xi Jinping inspira mais confiança para lidar com assuntos internacionais do que Donald Trump, embora a confiança em ambos permaneça relativamente baixa.
- Na América Latina, o Brasil aparece entre os países onde a percepção sobre a China é hoje mais favorável do que a dos EUA, muito embora a diferença seja de apenas um ponto, tendência também observada em México, Argentina e Chile.
- Apenas seis países — Polônia, Filipinas, Coreia do Sul, Índia, Japão e Israel — ainda veem os EUA de forma mais positiva que a China.
O que mudou:
Pesquisadores atribuem a virada ao desgaste da imagem internacional dos EUA durante o governo Trump, marcado por disputas comerciais com aliados, conflitos internacionais e menor percepção de confiabilidade. Ao mesmo tempo, a pandemia deixou de ser o principal fator negativo para a imagem chinesa, favorecendo uma recuperação da percepção sobre Pequim.
Vá mais fundo: Embora a China tenha ultrapassado os EUA em popularidade, os americanos ainda são vistos como superiores em respeito às liberdades individuais. Mesmo assim, essa vantagem também diminuiu nos últimos anos, refletindo uma reorganização da percepção global sobre a disputa entre Washington e Pequim.







