
O fato: O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (16) um novo pacote de apoio às empresas brasileiras afetadas pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A iniciativa deve incluir medidas para ampliar a diversificação de mercados e reforçar mecanismos de proteção aos setores exportadores, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, as ações serão estruturadas em diferentes frentes e vão ampliar o Programa Brasil Soberano, criado para apoiar empresas impactadas pelas medidas comerciais norte-americanas.
“A prioridade do governo é atender e apoiar os setores atingidos pela injusta tarifa”, afirmou o ministro.
De acordo com o Mdic, cerca de 2,4 mil empresas exportadoras podem ser afetadas pela nova sobretaxa, principalmente dos segmentos de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, cerâmica, calçados e açúcar.
Recursos: O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo ainda não definiu o volume de recursos que será destinado ao programa. Segundo ele, o valor deverá ser inferior ao anunciado anteriormente e será estabelecido após reuniões com os setores atingidos.
Em março, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas pelas tarifas comerciais. Os recursos foram aprovados pelo Senado neste mês e são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O programa está gerando efeitos, o que vamos fazer é recalibrar”, afirmou Durigan. Segundo o ministro, as novas medidas serão implementadas sem comprometer as metas fiscais e irão fortalecer os mecanismos de apoio já existentes.
Diversificação: O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o governo também pretende ampliar a diversificação dos destinos das exportações brasileiras como estratégia para reduzir a dependência do mercado norte-americano.
Segundo o Mdic, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,4% para 9,4% desde o início da estratégia de abertura de novos mercados, adotada após as primeiras medidas tarifárias impostas pelo governo norte-americano.






