
Estas eleições que se aproximam nada têm além de uma politicazinha de chefetes políticos municipais. Trazem o cheiro patrimonialista entranhado das velhas oligarquias nordestinas.
É um evento político que escapa ao alcance do povo e da normalidade do funcionamento do que gostamos de chamar do “Estado democrático de Direito”.
A fórmula é falsa e desacreditada; não passa de uma metáfora, marca de fantasia e do mau uso pelos governantes e inquilinos do poder do Estado.
Pois bem, dizia, é um evento diferenciado, pintado pelas cores esgarçadas do restinho de memória republicana que conseguimos pôr a salvo dos controles ideológicos.
A maré montante de uma ruidosa orquestração populista tomou conta da precária consciência politica dos brasileiros. Fomos tragados pela onda totalitária que se esconde sob a bandeira de uma democracia “popular” e “relativa”. Aos impulsos autoritários de que se servem os agentes públitos, sobrepõem-se argumentos e justificativas de fórmulas impositivas e controladoras de governo.
As instituições politicas fragilizadas, o controle estrito das fontes de alimentação financeira e a imagem populista atribuída a dirigentes corrompidos pela autoridade usurpada por movimentos ditos “sociais” desenham as metáforas e fantasias que mantêm o povo fiel a ideias e proposições ideologicamente em atraso diante de um mundo novo que se abre à nossa frente.
Um “brave new world” está em construção e desse esforço participamos de forma meticulosa em favor da construção de um modelo totalitário retrógrado e arcaico.
A parte os controles sociais, mostramo-nos resignados com produzir “commodities”, para atender a fome dos outros e ficamos com as sobras de tecnologias arcaicas, obsoletas.
No mais, tudo é o refluxo de espertezas eleitorais antigas que fazem da “nossa” democracia um “sistema” de interesses bem articulado, uma gazua ágil para escancarar oportunidades de elevado custo operacional.








