
Líderes mundiais se reúnem de 22 a 29 de setembro na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em meio a conflitos em diferentes regiões, tensões geopolíticas e novos desafios relacionados à inteligência artificial.
A 81ª sessão da Assembleia Geral terá entre os principais temas as guerras no Irã, em Gaza, na Ucrânia, no Sudão, no Congo e em Mianmar. O encontro também discutirá o aquecimento global, as desigualdades e os impactos de choques na economia mundial.
Cerca de 130 chefes de Estado e de governo devem discursar a partir desta terça-feira (22), além de dezenas de ministros.
Discursos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da França, Emmanuel Macron, discursam nesta terça-feira (22), após a abertura feita pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.
Na quarta-feira (23), discursam o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fala na quinta-feira (24).
O presidente da China, Xi Jinping, não participará presencialmente e enviará um vice-presidente. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também não irá ao encontro, assim como o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Reformas e futuro da ONU
O futuro da ONU também estará em discussão. Os 193 países-membros aprovaram um pacote de reformas que inclui mudanças em instituições como o Conselho de Segurança, onde Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França possuem poder de veto.
A implementação das mudanças, porém, ainda enfrenta dificuldades.
Inteligência artificial
A inteligência artificial também ganhou espaço na pauta. Dias antes da Assembleia, líderes de três grandes empresas do setor alertaram para o risco de a tecnologia sair do controle humano e defenderam uma pausa nos avanços.
Trump classificou as preocupações como “uma farsa” e defendeu a continuidade do desenvolvimento da tecnologia para manter os Estados Unidos à frente da China.
O Conselho de Segurança terá uma reunião de alto nível sobre inteligência artificial na quarta-feira (23), mesmo dia em que está previsto um encontro sobre a guerra na Ucrânia.
Última Assembleia de Guterres
Esta será a última Assembleia Geral com líderes mundiais durante o mandato de Antonio Guterres, que termina em 31 de dezembro. Ainda não há um sucessor definido para o cargo de secretário-geral.
Ao antecipar pontos de seu discurso, Guterres afirmou que o mundo vive uma “era de profunda incerteza” e defendeu a cooperação internacional diante das ameaças globais.






