
Equipe Focus
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Marcos Venicio Moreira Andrade, 66 anos, é apontado pela polícia como autor do disparo que matou o ex-governador do Espírito Santo, Gerson Camata. O crime ocorreu na tarde desta quarta-feira, 26, na Praia do Canto, um área bastante movimentada de Vitória, a Capital do Estado. O assassino, um ex-assessor de Camata, foi detido poucos minutos após o crime e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar esclarecimentos.
Segundo O G1, o Secretário Estadual de Segurança Pública do Espírito Santo, Nylton Rodrigues, informou que o preso já declarou em depoimento que a motivação do crime foi uma ação judicial movida contra ele por Camata, que resultou no bloqueio de R$ 60 mil de sua conta bancária.
“Hoje, o ex-assessor foi tirar satisfação ao encontrar Gerson Camata na rua, próxima a uma padaria e a uma banca. Nesse encontro, iniciou-se uma discussão verbal, até que Marcos sacou uma arma e efetuou o disparo que vitimou o nosso ex-governador”, relatou o secretário.
Eunício Oliveira
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB) emitiu nota a respeito da morte de Camata: “Recebemos com muita tristeza a notícia da morte do ex-senador Gerson Camata, que por 24 anos representou, com destaque, o Espírito Santo no Senado Federal, depois de construir sólida carreira política como vereador, deputado estadual e governador. Nossa solidariedade aos seus familiares, amigos e ao povo capixaba”.
Biografia*
Nascido em 1941 no município capixaba de Castelo, Camata era formado em Economia. Antes de começar a carreira na política, trabalhou como radialista. Em 1966, se elegeu vereador em Vitória. Também foi deputado estadual, deputado federal e governador do Espírito Santo. No Senado, Gerson Camata exerceu três mandatos, entre 1987 e 2011. Era casado com Rita Camata, que foi deputada federal por cinco mandatos.
Ao se despedir da vida política, em dezembro de 2010, em seu último pronunciamento no Senado, o então senador relembrou os 44 anos de vida política, 24 deles dedicados ao Senado. Camata disse que deixava a vida pública com a consciência tranquila e ressaltou jamais ter perdido a fé na grandeza do Espírito Santo e do Brasil.
— Mesmo fora da vida pública, nunca abandonarei esta crença, a de que tudo é possível quando existe empenho, vontade de progredir e de mudar, para proporcionar uma vida melhor a todos. Estarei sempre à disposição para trabalhar, voluntariamente, pelo desenvolvimento do Espírito Santo — discursou.
*Com informações da Agência Senado







