Colégio de Presidentes da OAB defende derrubada dos vetos da Lei de Abuso de Autoridade

COMPARTILHE A NOTÍCIA

O Colégio de Presidentes da OAB foi realizado em Goiânia. Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
Os presidentes dos 27 conselhos seccionais da OAB defenderam, nesta sexta-feira, 20, a derrubada de todos os vetos do projeto de Lei da Abuso de Autoridade, durante o Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB. O encontro foi realizado na sede da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (CASAG), em Goiânia.
O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, destacou que é importante manter a união de toda a advocacia em torno da criminalização da violação das prerrogativas. “Todos aqui destacaram a importância e entenderam a necessidade de se mobilizar para que o Congresso Nacional derrube os vetos, em especial o veto do artigo 43. Esse artigo criminaliza a violação das prerrogativas da advocacia, que são, na verdade, prerrogativas do cidadão”, afirmou Felipe Santa Cruz.
No Colégio, os presidentes ainda deliberaram sobre a realização de novas ações contra as revistas discriminatórias promovidas contra os advogados na entrada de fóruns e tribunais de justiça em todo o país. “Os fóruns são da cidadania e da sociedade e não pertencem à uma determinada classe. Há uma clara luta simbólica para excluir o advogado e o cidadão da família forense. Nós da advocacia não aceitamos isso. Ou todos são revistados ou ninguém é revistado”, afirmou Felipe Santa Cruz.
Veja o que diz a Carta de Goiânia sobre a Lei de Abuso de Autoridade:
O Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, reunido na cidade de Goiânia, Goiás, nos dias 19 e 20 de setembro de 2019, após análise e discussão de temas de interesse da advocacia e da sociedade brasileira, decide:
1.Manifestar contrariedade aos vetos promovidos acerca da Lei de Abuso de Autoridade – Lei n. 13.869/2019, na forma da deliberação unânime proferida pelo Conselho Pleno do Conselho Federal em sessão realizada no dia 16 de setembro de 2019, com especial destaque ao art. 43, que altera o Estatuto da Advocacia e da OAB e institui como crime a violação a direito ou prerrogativa de advogado, deliberando promover agenda de mobilização da classe perante o Congresso Nacional, em defesa da cidadania brasileira, na medida em que não pode admitir a flexibilização de prerrogativas profissionais em detrimento das iniciativas do Estado “Policial” que muitas vezes investe contra os advogados para desvendar os delitos de seus clientes
 
Veja a íntegra da Carta de Goiânia

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

Vídeo: Cid Gomes admite candidatura ao Senado ao defender nome de Ciro para a Presidência

Aécio diz que convite a Ciro é “para valer”: “Os olhos dele brilham”

Ciro Gomes entre dois caminhos: o Ceará no radar, o Brasil na cabeça

Lia Gomes lê o presente, mas a política exige construção

Vídeo: Como o Focus Poder antecipou, Aécio chama Ciro para a disputa presidencial

Parceira do Focus Poder, AtlasIntel crava resultado da eleição na Hungria

MAIS LIDAS DO DIA

Alckmin anuncia crédito de até R$ 21 mil para MEIs do turismo no Nordeste

Município indenizará filhos de mulher morta após falha médica

Câmara aprova renovação automática da CNH para motoristas sem infrações

Indústria brasileira cresce 3,1% no trimestre

Foto: Freepik

Alece aprova adesão do Ceará a programa federal que reduz diesel em até R$ 1,20

Governo deve anunciar R$ 130 bilhões em energia com renovação de 16 contratos no setor elétrico; Enel fica de fora

Sudene libera R$ 41 milhões para Transnordestina no Ceará e amplia investimentos do PAC no Nordeste

Renda média no Brasil bate recorde e chega a R$ 3.367 em 2025, aponta IBGE

Desigualdade de renda volta a subir no Brasil em 2025 após mínima histórica, aponta IBGE