Equipe Focus.Jor*
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A multinacional norte-americana de desenvolvimento aeroespacial, Boeing, cancelou o contrato de compra da Embraer, fabricante brasileira de aeronaves. A decisão foi anunciada no último dia do prazo para a rescisão do contrato, na manhã deste sábado, 25.
De acordo com a Boeing, o contrato de transações tinha o intuito de estabelecer um novo patamar de parceria estratégica. Porém, para a multinacional norte-americana, a Embraer “não atendeu as condições necessárias”. Em nota, a Boeing afirma que o objetivo era “resolver as pendências” das condições do contrato “até a data de rescisão inicial”, o que não aconteceu, na avaliação da gigante norte-americana.
Também por nota, a Embraer rebateu as afirmações da Boeing, afirmando que a multinacional “rescindiu indevidamente o acordo global da operação” e “fabricou falsas alegações, como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação” e não pagar o valor da compra (US$ 4,2 bilhões para ter o controle de 80% da companhia brasileira). A Embraer também informou que acredita estar em “conformidade com suas obrigações previstas” no acordo e que “cumpriu todas as condições necessárias previstas até o fim do prazo para rescisão, nessa sexta-feira. E conclui informando que irá tomar “medidas cabíveis contra a Boeing, pelos danos sofridos como resultado do cancelamento”.
O cancelamento ocorre em meio aos impactos da pandemia da COVID-19 no mercado de aviação. As ações da Embraer sofrem queda no mercado financeiro e dificuldades financeiras da Boeing são conhecidas, embora a empresa negue que sejam o motivo da rescisão.
Firmado em 2018, a parceria entre as empresas previa parcerias para aviação comercial e, também, novos mercados para a aeronave de transporte aéreo médio e mobilidade, chamada Millenium. Apesar da rescisão contratual, a Boeing informou que vai manter o contrato vigente com a Embraer, em relação à comercialização e manutenção da aeronave Millenium, assinado em 2012 e ampliado em 2016.







