
Por Redação Focus
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O advogado Ricardo Valente Filho, presidente do Conselho de Defesa do Policial ligado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (CDPEF/ SSPDS), resolveu entrar na polêmica e questiona o uso do número de homicídios para acionar o dispositivo constitucional de intervenção federal para o Ceará. Para ele, os estados usam métodos diferentes, o que impede comparação. Por conta disso, outros estados, que possuem números mais alarmantes de homicídios, acabam sendo menos divulgados.
Para o advogado, que também é presidente da Associação dos Jovens Advogados do Ceará (AJA-Ce), seria algo sem fundamento colocar como critério essa taxa como fator de uma intervenção militar. “Por que não Bahia, que nem divulgou seus números de 2017 e em agosto já chegava nos 4.500 homicídios? O Rio Grande do Norte, que recebeu por três vezes, no ano passado, as Forças Armadas, tem bloqueadores em presídios e teve taxa de 68 homicídios por 100 mil habitantes?”, afirma.
Segundo ele, caso semelhante acontece em São Paulo. “Dados levantados, em 2015, pela Folha de São Paulo, mostrou que naquele ano eles tiveram 18.620 mortes suspeitas, mais 3.757 homicídios dolosos, totalizando 22.377 mortes em 2015. Então, como comparar os números do Ceará com esses números levantados com mais de 22.000 mortes em Apenas um ano?!”, comparou o advogado.
“O que se precisa é que o Governo Federal financie a segurança pública dos Estados, controle as fronteiras e combata as facções que agem em todo o País. Crime interestadual é atribuição da União. Nenhum estado isoladamente vai resolver, e o papel de fazer uma pactuação entre todos os Estados é da União”, afirmou ele.







