
Por que importa: A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a atacar Ciro Gomes e reacendeu uma disputa que havia provocado forte desgaste dentro do próprio bolsonarismo. O movimento ocorre justamente quando o ex-governador tenta consolidar sua pré-candidatura ao Governo do Ceará como principal alternativa de oposição ao PT.
O que aconteceu
- Michelle compartilhou vídeos e trechos de uma entrevista de Ciro à Veja.
- O ex-ministro afirmou que Lula e Bolsonaro “são iguais” e classificou como “insuperável” sua divergência nacional com o PL.
- Em resposta, Michelle escreveu que a aproximação com Ciro “nunca foi para tirar o PT, e sim por projetos de poder”.
- Ela também anunciou que gravou um vídeo sobre o tema e que deve divulgá-lo nos próximos dias.
Contexto
A nova ofensiva revive uma das maiores divergências internas já registradas no campo bolsonarista no Ceará. Em 2025, lideranças do PL estadual, lideradas pelo deputado federal André Fernandes, buscaram construir uma aliança com Ciro Gomes para enfrentar o governador Elmano de Freitas (PT). As negociações chegaram a contar com o aval de Jair Bolsonaro, mas encontraram resistência pública de Michelle Bolsonaro.
Bastidores
- Michelle argumentava que Ciro havia sido um dos mais duros críticos de Bolsonaro ao longo dos últimos anos.
- A reação provocou desconforto entre os filhos do ex-presidente.
- Flávio Bolsonaro chegou a acusar a madrasta de interferir numa decisão já autorizada por Jair Bolsonaro.
- Carlos e Eduardo Bolsonaro também defenderam a articulação conduzida pelo PL cearense.
- Dias depois, porém, o partido recuou e as conversas foram suspensas.
O que muda
A manifestação de Michelle reforça que a resistência à aproximação com Ciro continua presente em setores influentes do bolsonarismo. Ao mesmo tempo, expõe a dificuldade de separar alianças regionais das disputas nacionais, especialmente quando os principais atores políticos mantêm discursos de forte antagonismo.
Fique de olho
O vídeo prometido por Michelle poderá servir como novo teste para medir o espaço político de uma eventual reaproximação entre setores do PL e Ciro Gomes no Ceará. Hoje, essa ponte parece mais distante do que quando as negociações foram interrompidas.







