Área técnica da Anvisa recomenda Coronavac para faixa de 6 a 17 anos

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Coronavac. Foto: Rafael-Serathiuk.Shutterstock

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o uso da Coronavac em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos que não sejam imunocomprometidos. A aprovação do imunizante pela agência, no entanto, ainda depende da votação de diretores, que ocorre nesta quinta-feira.

A avaliação da área técnica da agência é para a aplicação de duas doses com intervalo de 28 dias. A formulação usada na população pediátrica deve ser a mesma da usada em adultos. Até então, a única vacina aprovada no Brasil para a população pediátrica é o imunizante da Pfizer, que já começou a ser aplicado em crianças de 5 a 12 anos.

O Instituto Butantan pedia a aprovação da Coronavac para a faixa etária de 3 a 17 anos. A análise técnica da Anvisa, no entanto, considerou que os dados apresentados até agora são robustos apenas para a faixa etária de 6 a 17 anos.

A avaliação levou em conta, principalmente, um estudo de efetividade realizado no Chile com crianças que receberam a Coronavac. Esse estudo com quase 2 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos que receberam Coronavac mostrou que, entre o grupo totalmente imunizado, a efetividade da vacina foi de 74% para prevenir a infecção e doença sintomática.

A taxa sobe para 90% para prevenção de hospitalização e para 100% para prevenir admissão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), informou a diretora da Anvisa Meiruze Freitas.

“Vemos um indicativo importantíssimo do perfil de desempenho da vacina no que diz respeito a casos sintomáticos e também de hospitalização em crianças”, afirmou o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes Lima Santos. Segundo Mendes, “a totalidade das evidências científicas disponíveis sugere que há benefícios e segurança para a utilização da vacina na população pediátrica”.

A avaliação técnica da Anvisa indica que a Coronavac não deverá ser aplicada em crianças imunocomprometidas (como aquelas em tratamento para câncer) porque ainda faltam dados sobre os benefícios para esta população.

Agência Estado

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