Por Fábio Campos
Foi-se o tempo em que o blefe era usado a rodo pelos candidatos. Dizia-se qualquer coisa, exageravam-se dados e, quase sempre, tudo ficava por isso mesmo. A chegada de novos institutos de checagem, o amadurecimento de outros e a preocupação maior do jornalismo com a veracidade do que é dito pelos candidatos representam um ponto positivo importante na campanha eleitoral de 2018.
Um dos institutos de checagem com atuação no Ceará é bancado pela Pública, a Agência de Jornalismo Investigativo que criou o Truco, um projeto de fact-checking para as eleições. “Verificamos falas, correntes e informações em circulação na internet ou em redes sociais para saber se são verdadeiras ou não. A preocupação permanente do Truco é analisar diferentes discursos e pontos de vista, sem qualquer distinção partidária ou ideológica”, afirma o texto de apresentação do Truco, que acompanha as eleições de mais seis estados além do Ceará.
“O Truco escolhe as frases para checagens a partir das declarações sobre os temas eleitorais. Será selecionada apenas uma afirmação por checagem, tratando-a sempre dentro do contexto no qual foi mencionada”.
Os selos do Truco têm as seguintes descrições:
VERDADEIRO
A análise dos dados e de outras fontes mostra que a afirmação é verdadeira. Dados arredondados também são considerados verdadeiros.
SEM CONTEXTO
A afirmação traz informações ou dados corretos, mas falta contexto que é importante para a compreensão dos fatos.
DISCUTÍVEL
A conclusão sobre a frase varia de acordo com a metodologia adotada.
EXAGERADO
A frase traz dados inflados ou é uma afirmação superdimensionada sobre um fato ou uma tendência verdadeira.
SUBESTIMADO
A frase traz dados subdimensionados ou é uma afirmação minimizada sobre um fato ou uma tendência verdadeira.
IMPOSSÍVEL PROVAR
Não existem dados ou estudos confiáveis publicados que embasam a afirmação, no momento da checagem.
FALSO
A análise dos dados e de outras fontes mostra que a afirmação é falsa, não corresponde à realidade.







