
Equipe Focus
Vale a leitura do texto do jornalista José Casado publicado no O Globo de hoje. Vejam alguns trechos.
Esta é, por enquanto, a eleição das minorias. Isso porque, até agora, pesquisas como a do Ibope mostram os principais candidatos oscilando em torno do patamar de 25% da preferência. Nenhum deles pode se achar seguro de que vai obter mais de 50% dos votos válidos no domingo 7 de outubro…
Os candidatos, sem exceção, deveriam aproveitar esse intervalo de imprevisibilidade a 12 dias do primeiro turno para apresentar um pedido de desculpas aos brasileiros. Eles devem isso, porque são protagonistas de um histórico fracasso.
Encerram um ciclo de três décadas, iniciado no funeral da ditadura, empenhados numa campanha de volta ao passado da Guerra Fria. Disputam uma eleição com mochila recheada de falsificações da história, e um catálogo de ilusões baratas.
Omitem o futuro corrosivo na esquina de 2019. Não souberam, ou quiseram, reinventar o modo de fazer política — apelo recorrente nas ruas e nas urnas desde 2013.
O que está aí é um espetáculo de realismo mágico, onde todos perdem no final. Vitória nessas circunstâncias dificilmente levará a uma sólida coalizão governamental. O eleito não terá bancada expressiva no Congresso e deverá amargar dificuldades crescentes com um Judiciário ativista e um Legislativo mais fragmentado.
É a eleição da exclusão. Atrás da cabine de votação oculta-se um Estado em colapso, consumindo 40% de tudo que os brasileiros produzem.
Esta é, por enquanto, a eleição das minorias. Isso porque, até agora, pesquisas como a do Ibope mostram os principais candidatos oscilando em torno do patamar de 25% da preferência. Nenhum deles pode se achar seguro de que vai obter mais de 50% dos votos válidos no domingo 7 de outubro…
Os candidatos, sem exceção, deveriam aproveitar esse intervalo de imprevisibilidade a 12 dias do primeiro turno para apresentar um pedido de desculpas aos brasileiros. Eles devem isso, porque são protagonistas de um histórico fracasso.
Encerram um ciclo de três décadas, iniciado no funeral da ditadura, empenhados numa campanha de volta ao passado da Guerra Fria. Disputam uma eleição com mochila recheada de falsificações da história, e um catálogo de ilusões baratas.
Omitem o futuro corrosivo na esquina de 2019. Não souberam, ou quiseram, reinventar o modo de fazer política — apelo recorrente nas ruas e nas urnas desde 2013.
O que está aí é um espetáculo de realismo mágico, onde todos perdem no final. Vitória nessas circunstâncias dificilmente levará a uma sólida coalizão governamental. O eleito não terá bancada expressiva no Congresso e deverá amargar dificuldades crescentes com um Judiciário ativista e um Legislativo mais fragmentado.
É a eleição da exclusão. Atrás da cabine de votação oculta-se um Estado em colapso, consumindo 40% de tudo que os brasileiros produzem.
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