Conclusão do trecho Pecém-Milagres da Transnordestina requer investimentos de R$ 7 bilhões

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Trecho da Transnordestina sem o Ramal que interliga o Porto de Suape. Foto: Divulgação

O ramal da Ferrovia Transnordestina no Ceará, que interliga o município Milagres ao Porto do Pecém, vai demandar investimentos de R$ 7 bilhões.

A informação é do superintendente da Sudene, Danilo Cabral.

“A expectativa para chegar na discussão da equação de aditivos nos adianta o custo adicional de R$ 7 bilhões de reias para Pecém e R$ 5 bilhões  para Suape”, contou após reunião na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), na tarde desta terça-feira, 18.

Também chama atenção o fato da retomada da estrutura em Pernambuco, citada por Cabral. Considerada estratégica para todos os Estados, o ramal vai interligar Eliseu Martins (Piauí) até o Porto de Suape (Pernambuco), saiu do radar da CSN (responsável ela obra) em dezembro de 2022.

No entanto, voltou ao escopo em março. Na ocasião, foi discutido o financiamento para a conclusão do trecho pernambucano com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e da recompra de cotas do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor).

“É fundamental que estruture os dados dessa infraestrutura, até para entender os desafios de crescimento que o Nordeste voltará a ter do ponto de vista econômico. Sendo retomada no governo Lula, depois de ter sofrido o ajuste de suspensão na gestão Bolsonaro, garanto que vamos avançar para concluir a obra. Todos os indicativos foram dados pelo presidente”, enfatizou.

Outro ponto destacado é a possibilidade de entrega da ferrovia ao término do Governo Lula. Sem especificar o prazo, Cabral ressaltou que esse é o objetivo central. Contudo, contará com análises da área técnica para definir o que pode ou não ser finalizado em 2026.

O projeto

A CSN e o Governo Federal estão construindo a ferrovia Transnordestina, a maior obra linear em execução no Brasil. Com 1.209 km de extensão em linha principal, a ferrovia passa por 53 municípios, partindo de Eliseu Martins, no Piauí, em direção ao porto do Pecém, no Ceará, passando por Salgueiro, em Pernambuco.

A obra é feita com recursos da CSN, Infra (anteriormente denominada Valec), Finor, BNDES, BNB e Sudene. A ferrovia transportará grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis, minério, etc.

Reportagem de Átila Varela e Gabriel Amora

Novo modelo de financiamento para trecho Eliseu Martins-Pecém da Transnordestina é estruturado

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