
Equipe Focus
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Do Valor: “A desigualdade da renda dos trabalhadores parou de piorar no terceiro trimestre deste ano, após um ciclo de cerca de quatro anos de elevação da disparidade salarial entre ricos e pobres, mostra levantamento da Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Segundo a reportagem, o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do trabalho foi de 0,628 no terceiro trimestre deste ano, resultado igual ao registrado no terceiro trimestre do ano passado (0,628) – o índice varia dentro de uma escala de zero a um. Quanto mais próximo de um, maior o nível de disparidade de renda.
O pesquisador Daniel Duque, autor dos cálculos, explica: “O que parece claro é que o atual ritmo de melhora do mercado de trabalho está se mostrando finalmente capaz de absorver a parcela mais pobre da população, o que tende a puxar a desigualdade para baixo. Portanto, se melhorarmos só um pouco o ritmo, vamos começar a ver redução na desigualdade”.
A recessão é sempre o desencadeador de mais desigualdade. A grave crise econômica que o Brasil, talvez a pior de nossa história, começou em 2014 com o governo de Dilma Rousseff (PT). Na sequência, os anos de 2015 e 2016, foram marcados pela queda do PIB, fator que fez a desigualdade aumentar em um país já muito desigual.
A desigualdade parou de piorar, porém, como é peculiar o Brasil, em um ritmo longe das necessidades. Só o crescimento econômico acelerado e contínuo, com um sistema de educação bem equacionado, é capaz de retirar milhões da pobreza e, consequentemente, diminuir as desigualdades sociais.
Trata-se de uma árdua tarefa ainda a ser feita. Certamente, não é uma tarefa de um só governo, mas sim de uma geração.
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