Dino: ataque foi o ‘Capitólio brasileiro’; 1.500 manifestantes foram presos

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Polícia e Exército se concentram na frente do QG do Exército para desmobilizar acampamento. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou nesta segunda-feira, 9, que o episódio de invasão e depredação das sedes dos três Poderes na tarde deste domingo, 8, foi o “Capitólio brasileiro”. Até o momento, 1.500 pessoas foram presas nos atos. As informações são da Comunicação Social do Exército.

“Deus abençoou ontem o Brasil, porque não houve nenhum morto, apesar da irresponsabilidade criminosa de quem instigou, financiou e praticou”, disse, destacando duas diferenças: “não houve óbitos e há mais presos aqui do que lá, com muita velocidade, o que mostra que as instituições sobreviveram”.

Dino apontou a responsabilidade do discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos atos de violência realizados ontem. “Durante esses anos todos o ex-presidente Bolsonaro e todos os que o seguem dirigiram frequentes ataques ao Supremo. O presidente da República exerce poderes materiais e simbólicos, entre os quais a força da palavra”, afirmou.

Responsáveis pela tentativa de golpe

Dino disse que a reunião entre os chefes dos três Poderes, realizada na manhã de hoje, foi um momento de solidariedade uma vez que “os três foram atacados” e que houve “reconhecimento geral de que a lei deve ser fielmente cumprida”.

O ministro ainda disse que a reunião se deu em ambiente “de muita indignação, inclusive porque vimos manifestação de ódio contra instituições que foram tão duramente atacadas nos últimos anos” e ressaltou que tal ódio começou nas redes sociais e foi materializado nos atos de vandalismo ocorridos ontem.

“Há pessoas, líderes políticos, responsáveis pelo discurso de ódio e pela destruição que nós vimos ontem na sede dos três Poderes visando golpe de Estado.”

Com Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Entre o discurso do colapso e alianças instáveis, Ciro tenta reconstruir seu poder no Ceará

Vídeo de Alcides liga Ciro ao núcleo de Flávio logo após caso Vorcaro

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

MAIS LIDAS DO DIA

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Câmara aprova aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados de estatais

Petrobras opera refinarias acima de 100% da capacidade em meio à alta do petróleo

Eólicas offshore no Ceará podem afetar pesca artesanal em 23 municípios, aponta estudo da UFC

Projeto que permite usar Cide para reduzir tarifa do transporte público vai à sanção presidencial

Mercado eleva projeção da inflação e dos juros para 2026, aponta Focus

Pesquisa Quaest aponta que 68% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1

Fortaleza sedia Congresso Consad e reúne elite da gestão pública nacional em debate sobre governo digital

Entre o discurso do colapso e alianças instáveis, Ciro tenta reconstruir seu poder no Ceará

Vídeo: As marcas dos tiros no peito de Cid Gomes e o ruidoso silêncio de uma ruptura