
Equipe Focus
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O governador de São Paulo, João Doria, já estabeleceu que após o fim do decreto de isolamento social, no dia 10 de maio, a abertura gradual do setor produtivo.
Para que ocorra, serão levados em consideração fatores como a situação do sistema de saúde e o avanço da COVID-19 no Estado. “É fundamental que a população contribua e permaneça em casa, mantendo o índice de isolamento social até o dia 10 de maio. Seguiremos trabalhando para salvar vidas”, declarou Doria em seu Twitter. Segundo ele, “a ciência continuará pautando nossa ações”.
Quem também já flexibilizou a abertura do setor produtivo foi Goiás. O governador Ronaldo Caiado publicou decreto autorizando o funcionamento do comércio, salões de beleza, indústria e até igrejas. Mas tudo isso seguindo os protocolos sanitários.
Para que a abertura do comércio seja gradual em Goiás, a Secretária de Desenvolvimento e Inovação, é feita a coleta de dados sobre a expansão da contaminação do novo coronavírus no Estado. O balanço é realizado duas vezes ao dia. Caso as taxas de contaminação do coronavírus continuarem caindo, a tendência é pela flexibilização; do contrário, o governador poderá recrudescer as medidas.
Enquanto Doria e Caiado seguem avaliando a abertura gradual dos setores, entidades empresariais cearenses pedem o afrouxamento do decreto do governador Camilo Santana. “É inconcebível que transcorrido um mês do início do isolamento e já tendo sido anunciado a sua prorrogação até o dia 5 de maio, o setor produtivo não tenha recebido nenhuma proposta clara, nenhum plano específico, nenhum cronograma sobre nossos principais pleitos para a reabertura dos negócios e a retomada as atividades produtivas”, dizia a nota conjunta publicada no último domingo, 19.
Vale lembrar que Camilo havia liberado algumas atividades. É o caso de distribuidoras de água e gás, supermercados, postos de combustíveis, estabelecimentos médicos e hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos e psicológicos, serviços de telecomunicação, segurança privada, padarias, clínicas veterinárias, lojas de produtos para animais, lavanderias podem permanecer abertos prestando atendimento à população. O mesmo ocorre com farmácias e locais que prestem serviço de saúde no interior dos seus referidos estabelecimentos.
Também foram liberadas indústrias do ramo têxtil (somente os que produzem para a área de saúde), empresas da área de logística, oficinas mecânicas, além de prestadoras de serviços de mão de obra terceirizada.
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