
Gabriel Amora
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Na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), durante almoço promovido para homenagear a governadora Izolda Cela (Sem Partido), o deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão (PDT), confirmou que as duas reuniões do partido para tomar um direcionamento diante do governo de Elmano de Freitas (PT), que começa em 1ª de janeiro de 2023, foram “muito construtivas”.
“Tudo é uma construção. Nós saímos de uma eleição e ainda temos umas feridas que precisam ser cicatrizadas. Isso é natural do processo político democrático. E agora vivemos essa fase de reconstruirmos nossa relação”, explicou. Para Evandro, as lideranças do PDT, quem sabem disso, procuram a condição de continuar fazendo parte da base aliada do futuro governador.
Na reunião que Evandro cita, outro fato curioso veio a ocorrer, visto que, pela primeira vez, desde agosto, Cid Gomes (PDT) e Roberto Cláudio (PDT) se reuniram e dividiram a mesma mesa. “Nosso partido segue dialogando e debatendo de forma democrática sobre nosso posicionamento em relação ao próximo ano”, disse o deputado estadual eleito, Antônio Henrique, em suas redes sociais, no post o qual exibiu o reencontro das duas lideranças. Além deles, o prefeito Sarto e o presidente estadual do PDT, André Figueiredo, também estavam presentes.
No primeiro turno, Cid não apoiou a decisão da sigla de indicar o ex-prefeito de Fortaleza na disputa ao governo do Estado, que já estava com a gestão de Izolda. Para Cid e Ivo Gomes, seu irmão e prefeito de Sobral, a cearense deveria ter tido a oportunidade de disputar a reeleição.
Logo, os irmãos não apoiaram o nome de RC, enquanto que apenas faziam campanha para Ciro Gomes, o terceiro irmão que, naquele momento, disputava a presidência. Izolda pediu desfiliação da legenda e apoiou Elmano de Freitas (PT), que acabou vencendo no primeiro turno. RC ficou em terceiro lugar, atrás, inclusive, do líder da oposição, Capitão Wagner (UB).







