Fim das coligações em 2020 muda o jogo e pode gerar a fusão PSDB-DEM-PSD

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João Doria na convenção do DEM em São Paulo. Seu projeto é a fusão PSDB-DEM-PSD.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
Até aqui, a política e os partidos têm feito pouco ou nenhum movimento diante de uma condicionante nova que vai começar a valer a partir das eleições de 2020. No caso, o fim das coligações proporcionais. Ou seja, os partidos não vão poder fazer alianças para eleger vereadores.
Dessa forma, os partidos pequenos perdem muita força. Tradicionalmente, essas siglas montavam alianças que, após o somatório dos votos, garantia a eleição de um, dois ou até três parlamentares. A mamatinha que ajudou a desorganizar a política brasileira e criou um rol de especialistas em alianças espertas, chegou ao fim. Agora, é cada um por si.
A mudança fez parte da reforma política que também criou a cláusula de barreira de desempenho, que já vigorou nas eleições majoritárias do ano passado e estabeleceu regras mais duras para que os partidos tenham acesso ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda política no rádio e na TV.
Mantidas as regras, a tendência é que as regras gerem o enxugamento da quantidade de partidos. No caso das alianças, restará aos partidos lançar candidaturas fortes que enseje a eleição de uma bancada de vereadores ou buscar a fusão entre as siglas. Esta é uma preocupação que já chegou, inclusive aos partidos maiores e de maior inserção social e eleitoral.
É o caso do PSDB. Novo manda-chuvas do ninho tucano, o governador João Doria (SP) já entendeu que as novas regras do jogo impõem mudanças estratégicas. Tanto que encabeça uma articulação de grande envergadura que, caso concretizada, terá imensa influência no jogo político nacional.
Doria foi à uma convenção do DEM de São Paulo no último domingo, 28, e reafirmou seu projeto que, claro, visa também a eleição presidencial de 2022. No caso, o tucano instigou lideranças do DEM e do PSD para que dialoguem visando uma possível fusão com o PSDB.
“O DEM estará sempre conosco e a gente com o DEM. Defendo que partidos estejam fortalecidos. Nós temos uma situação no processo eleitoral de 2020 que vai exigir partidos fortes. As coligações não serão mais permitidas por lei. Partidos fortes farão campanhas fortes e farão eleições vitoriosas”, disse.
Trazendo para a realidade do Ceará, a fusão colocaria no mesmo partido o PSDB de Tasso Jereissati e Roberto Pessoa, o DEM de Moroni Torgan e Chiquinho Feitosa e o PSD dos Domingos pai, filho e mãe.

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