
O fato: O senador Flávio Bolsonaro criticou nesta terça-feira o modelo de redução da jornada de trabalho defendido pelo governo federal e voltou a propor um sistema baseado em pagamento por hora trabalhada. A declaração foi feita durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
O que ele defende: Pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio afirmou que o trabalhador deveria ter liberdade para definir a própria jornada e criticou o modelo de redução da carga horária previsto na proposta debatida no Congresso.
“O trabalhador é quem tem que escolher quanto tempo trabalha e não o governo”, declarou.
O senador também voltou a criticar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), afirmando que a legislação estaria “engessada” diante das mudanças no mercado de trabalho.
A proposta: Flávio Bolsonaro defendeu um modelo de remuneração calculado por hora trabalhada, mantendo direitos como 13º salário, férias, FGTS e INSS. Segundo ele, o formato permitiria maior flexibilidade para trabalhadores que desejam aumentar ou reduzir a carga horária.
A declaração ocorre em meio ao avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1. O texto em discussão na Câmara dos Deputados propõe redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso remunerado.
Os bastidores: Integrantes do PL avaliam que o debate sobre a jornada de trabalho ganhou forte apelo popular em ano pré-eleitoral. Ao mesmo tempo, setores empresariais ligados à oposição pressionam por flexibilizações e regras específicas para determinados segmentos da economia.
Outro tema: Durante o evento, Flávio Bolsonaro também defendeu o uso de inteligência artificial no Sistema Único de Saúde (SUS) para reduzir filas e otimizar atendimentos.
“Já existe hoje tecnologia para ajudar a reduzir filas e trazer diagnósticos com auxílio de inteligência artificial”, afirmou.
Segundo o senador, sistemas de IA também poderiam reduzir custos administrativos em prefeituras, estados e no governo federal.





