72% dos nordestinos apoiam fim da escala 6×1, aponta Quaest

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Foto: Agência Brasil/Letycia Bond

O fato: A maioria dos nordestinos é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso. É o que aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana.

Segundo o levantamento, 72% dos entrevistados no Nordeste defendem o fim da escala, enquanto 16% são contrários à mudança.

Os números: O apoio à proposta na região permaneceu estável em relação à pesquisa realizada em dezembro de 2025, mas abaixo do registrado em julho do ano passado, quando a aprovação chegou a 77%.

Já a rejeição apresentou recuo. Em julho de 2025, 20% eram contra o fim da escala 6×1. O percentual subiu para 23% em dezembro e agora caiu para 16%.

No cenário nacional, 68% dos brasileiros apoiam a mudança, enquanto 22% são contrários. Em dezembro do ano passado, o apoio era de 72%.

Diferenças regionais: A pesquisa mostra que o Sul é a região com menor apoio ao fim da escala, com 63% favoráveis e 29% contrários.

Já o Sudeste concentra maior interesse pelo debate: 47% dos entrevistados afirmaram acompanhar o tema “de perto”.

Em todo o país, 43% disseram acompanhar a discussão sobre jornada de trabalho com atenção, enquanto 29% acompanham pouco e 27% afirmaram não acompanhar o debate.

Perfil: O maior apoio ao fim da escala 6×1 aparece entre pessoas de menor renda. Entre os entrevistados que recebem até dois salários mínimos, 70% defendem a mudança e 17% são contra.

Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, o apoio cai para 62%, enquanto a rejeição sobe para 30%.

O levantamento também aponta diferenças políticas. Entre os entrevistados que se declaram “lulistas”, 76% apoiam o fim da escala. Na esquerda não lulista, o percentual chega a 88%.

Já entre os bolsonaristas, há divisão: 44% são favoráveis à proposta e 42% são contrários.

A pesquisa: A 25ª rodada da pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. As entrevistas foram realizadas presencialmente em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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