Big Data: Corrida ao Senado no Ceará tem Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União) na liderança em cenário pulverizado

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A mais recente pesquisa do instituto Real Time Big Data para as duas vagas do Ceará no Senado Federal aponta para um cenário de intensa fragmentação e equilíbrio técnico na preferência do eleitorado.

Nas simulações testadas, o senador Cid Gomes (PSB) e o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) despontam no momento como as principais forças, enquanto a disputa pelas posições seguintes segue completamente aberta entre múltiplos candidatos.

Como a eleição deste ano prevê a escolha de dois nomes por eleitor, o levantamento consolidou a soma do primeiro e do segundo voto de forma reduzida (proporcional a 100%), além de isolar as intenções de voto detalhadas em cada indicação.

Cenário 01: Cid e Wagner dividem o favoritismo
No primeiro cenário estimulado — que reúne o maior número de postulantes tradicionais —, Cid Gomes (PSB) lidera numericamente com 21% das intenções de voto consolidadas, seguido de perto por Capitão Wagner (União), que soma 19%. Pela margem de erro da pesquisa (de dois pontos percentuais para mais ou para menos), os dois líderes encontram-se em situação de empate técnico.

Logo atrás, um triplo empate no segundo pelotão reflete o tamanho da pulverização do eleitorado cearense: Alcides Fernandes (PL), Luizianne Lins (Rede) e Eunício de Oliveira (MDB) aparecem rigorosamente iguais, cada um com 13% das menções.

A dinâmica do voto: Quando analisados de forma isolada, Cid Gomes demonstra maior força como a primeira opção do eleitor (27% no Primeiro Voto contra 21% de Wagner). No entanto, Capitão Wagner equilibra o jogo ao herdar mais menções como a segunda opção da população (18% no Segundo Voto contra 14% de Cid).

Outros e brancos: Nomes como General Teophilo (Novo, 4%), Cândido Albuquerque (PSDB, 3%) e Anna Karina (Psol, 2%) aparecem na sequência. Votos brancos/nulos e indecisos somam 12% no total consolidado deste cenário.

Cenário 02: Capitão Wagner assume o topo sem Cid Gomes

Na segunda simulação testada pela Realtime Big Data, a ausência do nome de Cid Gomes altera o topo da tabela. Sem o atual senador na disputa, Capitão Wagner (União) assume a liderança isolada com 21% dos votos consolidados.

O vácuo deixado por Cid provoca um acirramento direto pela segunda vaga: Luizianne Lins (Rede) e Eunício Oliveira (MDB) sobem para 15% cada. O deputado Júnior Mano (PSB) — possível alternativa governista caso Cid não concorra — surge empatado tecnicamente com 14%, junto a Alcides Fernandes (PL), que mantém seus 14%.

Mesmo sem o principal puxador de votos do PSB, a soma das intenções de voto da oposição e do bloco governista desenha um tabuleiro altamente competitivo, onde a transferência do segundo voto passa a ser decisiva para definir as vagas.

Cenários 03 e 04: O impacto das mudanças no PL

Nas simulações em que o Partido Liberal (PL) substitui o nome de Alcides Fernandes pelo da vereadora Priscila Costa (PL), o cenário mantém sua estrutura de forças, mas com sutis oscilações:

No Cenário 03 (com Cid e Priscila): Cid Gomes e Capitão Wagner aparecem empatados com 21% cada na liderança consolidada. Priscila Costa estreia pontuando 8%, aparecendo atrás de Eunício (14%) e Luizianne (13%).

No Cenário 04 (sem Cid e com Priscila): Repetindo a tendência de ascensão sem o candidato do PSB, Capitão Wagner vai a 21%. Luizianne (15%), Eunício (14%) e Júnior Mano (14%) travam um empate técnico triplo na segunda colocação, enquanto Priscila Costa consolida seus 10% no bolo principal.

O peso do “Segundo Voto”
A leitura minuciosa das tabelas revela um dado crucial para as estratégias de campanha: o eleitor cearense demonstra uma convicção muito maior ao definir seu “Primeiro Voto” do que o “Segundo Voto”.
Em todos os cenários apresentados, as taxas de votos Nulos/Brancos e de Não Sabem/Não Responderam (NS/NR) dobram ou triplicam de tamanho quando o eleitor é questionado sobre sua segunda opção na urna (atingindo picos de até 11% de brancos e 10% de indecisos no segundo voto). Esse comportamento indica que o eleitorado tem mais clareza de seu candidato principal, mas deixa a segunda vaga aberta para negociações, alianças e o desempenho dos candidatos ao longo da campanha oficial.

Metodologia
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores no Ceará entre os dias 18 e 19 de maio de 2026.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, mesma metodologia aplicada ao levantamento para o Governo do Estado.

Veja os quadros

 

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