Fortaleza registra o trimestre de agosto a outubro menos violento no trânsito dos últimos 20 anos

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Trânsito. Foto: Kiko Silva

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Fortaleza registrou o trimestre de agosto a outubro menos violento no trânsito dos últimos 20 anos. É o que afirma a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). De acordo com o órgão, a média desse trimestre era de 83 mortes em vias. Isso representa uma redução de 53%. O resultado é o menor desde o início da série histórica, em 2001.

Outubro deste ano foi também o menos violento para o mês em 20 anos. Foram registradas 13 mortes ocasionadas por sinistros de trânsito, uma redução pela metade no número de óbitos se comparada à média de 27 mortes registradas para o mesmo mês em anos anteriores.

A redução da violência no trânsito é atribuída às ações conjuntas que envolvem educação no trânsito, engenharia – como a expansão das vias com velocidade de 50 km/h -, e fiscalização preventiva. Essas políticas de segurança viária têm como base o constante monitoramento de dados, que auxiliam no planejamento e na tomada de decisões.

“A Prefeitura de Fortaleza faz o acompanhamento de todas as pessoas que perdem a vida no nosso trânsito. Há mais de 20 anos temos um banco de dados que compila todas as informações, com análise estatística mês a mês, para que consigamos planejar e executar ações para evitar que mais pessoas sejam vítimas, tanto feridas quanto fatais em sinistros aqui na Capital”, aponta a superintendente da AMC, Juliana Coelho.

Perfil das vítimas

Os condutores de motocicletas continuam sendo os mais vulneráveis no trânsito de Fortaleza. Em outubro, sete usuários de motocicletas morreram no período, o que equivale a mais da metade (53%) das mortes, resultado semelhante aos meses anteriores. Os outros sinistros envolveram três pedestres (23%), dois ocupantes de carro (16%) e um ciclista (8%).

“O motociclista é o condutor que mais se fere e também morre no trânsito de Fortaleza. Nós temos intensificado ações de fiscalização e educação para estes condutores, de forma a mudar o comportamento de risco que alguns adotam e se tornam mais vulneráveis de sofrer algum sinistro”, pontua Juliana Coelho.

 

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