Magistrados que recebem benefícios deixam de recolher mais de R$ 360 milhões

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O pagamento de benefícios como auxílio-moradia pelo Judiciário tem isentado os cerca de 18 mil magistrados de recolherem aproximadamente R$ 360 milhões por ano ao imposto de renda. O levantamento foi feito pelo jornal Estado de S.Paulo, com base no contracheque de juízes de 81 tribunais federais e estaduais. Além dos magistrados, os benefícios ainda são pagos para membros do Ministério Público e para setores do poderes Executivo e Legislativo, que não foram contabilizados no levantamento feito pelo jornal
Os benefícios como auxílio-moradia, saúde e alimentação, os conhecidos “penduricalhos”, por serem enquadrados como indenização, acabam isentos do imposto de renda. Segundo dados do Estadão, eles significam cerca de 40% dos vencimentos dos magistrados. Esses benefícios também ficam de fora da contagem do teto do funcionalismo, a remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje R$ 33,7 mil.
O contribuinte brasileiro vai bancar este ano mais de R$ 2 bilhões com o pagamento do auxílio-moradia a autoridades e funcionários de alto escalão, cuja remuneração pode passar dos R$ 30 mil. Para ter uma ideia, com o valor do benefício seria possível construir mais de 43 mil casas populares, ao custo de R$ 50 mil cada, ou conceder Bolsa Família para 11 milhões de pessoas.

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