Meirelles: "A questão da Reforma da Previdência não é se ela será feita, mas sim quando"

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Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato à presidência pelo MDB, Henrique Meirelles , defendeu a política de privatização e a manutenção do pacote de reformas do governo Temer, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira,11. Para ele, a proposta da mudança na aposentadoria é “fundamental” para controlar as dívidas públicas, apesar da reprovação popular . “A reforma da Previdência é um problema necessário. A questão não é se vai fazer. É quando”, disse”.
Sobre a privatização, Meirelles usou o caso das distribuidoras de energia para argumentar que a medida é “importante”  para a economia do Brasil. “Em certo momento, é necessária uma capitalização por parte do Governo Federal”, explanou. “Como foi com a Eletrobras, mantendo a participação da União e assegurando que não existe possibilidade de nenhum grupo privado comprar a empresa e assumir o controle da energia do País”, afirmou.
Questionado sobre ser candidato de Michel Temer,  o ex-ministro disse que apenas representa as conquistas econômicas do governo, como a PEC do teto de gastos e as reformas. Em maio deste ano, o presidente desistiu da disputa presidencial para lançar o nome de Meirelles. A decisão não agradou o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), que declarou, à época, que não apoiaria a candidatura do ex-ministro. Durante sabatina no Roda Vida, Meirelles falou que não espera “que haja unanimidade” na sigla. “É um partido diversificado, com presença no País inteiro. Penso, com segurança, que isso é uma vantagem. Só precisamos que a maioria esteja engajada e trabalhando”, declarou.
Estiveram na bancada do programa o colunista do jornal Folha de S.Paulo e comentarista da TV Gazeta, Vinicius Torres Freire; antropólogo e pesquisador do núcleo de estudos dos Marcadores Sociais da Diferença da USP, Helio Menezes; a repórter e colunista do jornal Estadão, Andreza Matais; o cientista político do Insper, Carlos Melo; e o âncora do Jornal da CBN, Mílton Jung.
 

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