O itinerário do atraso: fim do teto de gastos une Bolsonaro e a esquerda

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Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
O presidente Jair Bolsonaro deixou transparecer que pode revisar a emenda constitucional que estabeleceu o teto para os gastos públicos. A declaração foi dada a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta-feira, 04.
Questionado sobre o assunto, o presidente falou o seguinte com sua peculiar gesticulação e vícios vocais: “Para você entender. Temos o orçamento. Tem as despesas obrigatórias. Elas tão subindo. Tá? Eu acho que daqui a 2, 3 anos vai zerar a despesa discricionária. É isso? Isso é uma questão de matemática, nem precisa responder para você. Isso é matemática.”
Na sequência, um repórter perguntou ao presidente se o governo tomaria a iniciativa de mudar o teto. Respondeu: “Eu vou ter que cortar a luz de todos os quarteis do Brasil, por exemplo, se nada for feito”.
Pois é. Analisemos sempre com a devida parcimônia. Afinal, Bolsonaro tem ideias ruins na mesma proporção que desiste delas. O fato é que o teto de gastos, uma medida para limitar irresponsabilidades nos gastos públicos implementada ainda no Governo de Michel temer, foi batizada pela nossa esquerda de “PEC do fim do mundo”.
Assim, temos em vista uma situação que poderia parecer inusitada (nem tanto para quem conhece a nossa história e os polos de nossa política). A saber: uma união da esquerda (a extremada e a outra nem tanto) com a direita bolsonarista contra o teto de gastos públicos.
A propósito: além de toda a esquerda, o PDT, que se enquadra mais no perfil de centro-esquerda, também foi um feroz combatente contra a PEC do teto de gastos. A medida, com uma ou outra variação, foi adotada pelo Governo do Ceará.
Avante Brasil!

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