
Fábio Campos
Na reta final da disputa presidencial, Ciro Gomes (PDT) vem atacando Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) quase com a mesma ênfase. Quase. Ele aponta o petista como “coisa ruim” e o capitão reformado como “coisa pior”. Caso não consiga chegar ao segundo turno, hipótese que não cogita, é muito provável que Ciro firme apoio ao candidato do PT caso seja Haddad a chegar lá. É o que seria natural considerando sua trajetória política nos últimos 18 anos, quando foi ministro de Lula e o apoio a todos os candidatos do PT desde 2002.
Sua verve e seu verbo são muito mais radicais quando se relaciona à candidatura de Bolsonaro, muito embora aponte que sua relação pessoal com o deputado federal seja boa desde os tempos em que foram colegas na Câmara Federal. Na manhã desta terça-feira, no Interior de São Paulo, Ciro meteu a “chibata” no candidato do PSL. Mesmo sem citar o nome do alvo, disse o seguinte: “Fascista comigo é na chibata”.
“Eu vou trabalhar até as 17 horas do dia 7 para oferecer um caminho de um projeto nacional de desenvolvimento inovador, que semeie esperança séria, que mobilize a população, que reúna os diferentes. E o signo dessa minha campanha é a reconciliação… Não significa dizer que eu quero botar todo mundo no mesmo barco, não. Porque fascista comigo é na chibata.”
Porém, Ciro fez questão de explicar o sentido do termo: “Entendido aqui como chibata moral, chibata retórica, denunciar, porque fisicamente eu não sou capaz de mexer nem em um besouro, por mais feio que o besouro seja”.
Com informações do Valor.
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