Por Edvaldo Araújo
O Nordeste acabou tornando-se o epicentro de uma crise interna do PT. Em quatro estados – Pernambuco, Alagoas, Pernambuco, Ceará e Piauí -, o partido tergiversou e acabou cedendo a tentação de compor chapas com os chamados “golpistas”, políticos que votaram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em Alagoas, o PT acabou aliado do senador Renan Calheiros (que concorre novamente ao Senado) e do governador Renan Filho (filho do senador e candidato a reeleição).
Em Pernambuco, talvez o quadro mais sintomático da crise interna, os petistas aprovaram uma resolução retirando o nome da neta de Miguel Arraes, Marilia Arraes, para favorecer a reeleição de Paulo Câmara. A retirada é uma das moedas de troca para a “neutralidade” do PSB na eleição presidencial, afastando a possibilidade do apoio dos socialistas ao candidato do PDT, Ciro Gomes. Em 2016, o governador exonerou quatro secretários para que voltassem à Câmara Federal e votassem a favor do impeachment de Dilma.
No Ceará, o encontro estadual petista aprovou a resolução de não lançar candidato ao Senado, abrindo caminho para o aliança informal entre PT/PDT e MDB e para candidatura de Eunício Oliveira ao Senado. Eunício foi um dos articuladores do impeachment da ex-presidente Dilma.
No Piauí, o PT retirou a candidatura da senadora Regina Souza para incluir na chapa de Wellington Dias o senador Ciro Nogueira, que concorre a reeleição. Nogueira também foi um dos golpistas e, recentemente, foi um dos principais articuladores do apoio do PP ao tucano Geraldo Alckmin.
Já não se faz PT como antigamente.







