Queimar ônibus é ataque ao Estado, que tem optado pelo silêncio

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Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
Primeiro, mortes e assassinatos foram banalizados a ponto de nem sequer causar indignação. Depois, por extensão, o mesmo processo se deu com as chacinas. Na sequência, a expulsão de moradores de suas casas por parte das facções passou a ser um fato praticamente cotidiano. Agora, queimar ônibus e atacar prédios públicos parece entrar na assustadora rotina da cidade.
Até aqui, há o registro de 15 ônibus atacados em Fortaleza. O ônibus é uma representação do Estado. O capital que o opera é privado, mas a concessão é pública. Depredar e destruir um ônibus virou fato sem consequência, a não ser a prisão de uns paus mandatos das facções, uma mão de obra farta.
O mercado sabe que a situação financeira das empresas concessionárias não é boa. Recentemente, uma das que operavam em Fortaleza, fechou suas portas. O prejuízo com os ônibus destruídos tem se mostrado irrecuperável para as empresas.
Notem que até aqui, nenhuma autoridade pública eleita pelo povo veio a público para tratar do problema e oferecer uma palavra de conforto à população.
Vejam o terror no vídeo abaixo.


 

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