Trump enfrenta 34 acusações criminais e diz ser perseguido

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Foto: COREY SIPKIN/ASSOCIATED PRESS/Estadão Conteúdo

Donald Trump enfrentou nesta terça, 4, em um tribunal de Manhattan a primeira acusação criminal contra um ex-presidente na história dos EUA. A Promotoria retirou o sigilo da denúncia contra Trump e revelou que ele responderá na Justiça a 34 acusações pelo crime de falsificação de registros financeiros. Ele se declarou inocente em todas acusações e disse que “é uma caça às bruxas”, reforçando o papel de vítima.

As acusações se concentram em um acordo de suborno com a atriz pornô Stormy Daniels, antes das eleições de 2016, mas os promotores também acusaram o ex-presidente de orquestrar um esquema mais amplo. Um comunicado do promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, esclarece que houve três pagamentos separados e irregulares: o primeiro, de US$ 30 mil, a um zelador da Trump Tower que afirmou ter conhecimento do caso de um filho ilegítimo de Trump. Um segundo, o pagamento de US$ 150 mil a “uma mulher que afirma ter tido uma relação sexual com Trump”; e um terceiro, o pagamento de US$ 130 mil “ao advogado de uma atriz pornô”.

Trump, que disputa a indicação republicana para as eleições presidenciais de 2024, lidera na maioria das pesquisas. Em uma delas, realizada pelo Yahoo News/YouGov após sua acusação ser aceita por um júri, mostra Trump com 26 pontos porcentuais a mais que o governador da Flórida, Ron DeSantis: 57% a 31%. Na pesquisa anterior, a diferença era de 8 pontos.

As acusações contra Trump são todas de crimes de classe E – a categoria mais baixa em Nova York – e podem levar a uma sentença máxima de prisão de 4 anos por condenação. Mesmo assim, caso seja condenado, um juiz poderia sentenciá-lo à liberdade condicional.

O advogado de Trump Todd Blanche, falando do lado de fora do tribunal após a acusação, disse que o ex-presidente estava chateado, mas determinado a prevalecer. O juiz responsável pelo caso, Juan Merchan, disse que o julgamento pode começar em janeiro.

Segurança e protestos

Em um grande espetáculo, Trump chegou ao prédio do Tribunal Criminal de Manhattan em uma carreata. Enquanto estava sob custódia, suas impressões digitais foram coletadas como qualquer réu, mas acomodações especiais foram preparadas para o ex-presidente. Ele passou pouco tempo sob custódia.

O republicano estava visivelmente aborrecido ao entrar no tribunal, acompanhado de seus advogados. Ele rejeitou falar antes ou depois da audiência. Após encerrar os trâmites no tribunal, ele seguiu imediatamente para o Aeroporto LaGuardia, onde embarcou de volta para a Flórida, onde estava previsto fazer um pronunciamento.

Em meio a temores de protestos violentos, os eventos no tribunal foram altamente coreografados pelo serviço secreto, pela Polícia de Nova York, pela segurança do tribunal e pela Promotoria. As ruas em frente ao tribunal estavam lotadas de jornalistas e centenas de manifestantes – apoiadores e críticos do ex-presidente, que gritavam uns com os outros separados por grades.

O caso pode marcar o início da jornada de Trump pelo sistema de Justiça criminal. Ele enfrenta três outras investigações criminais relacionadas a acusações de tentar fraudar o resultado das eleições de 2020, incitar a invasão ao Capitólio e manipular registros governamentais confidenciais, questões centrais da democracia e segurança americanas.

 

Agência Estado

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