
Por Fábio Campos
Era noite de sexta-feira, 31. Enquanto o ministro Luis Eduardo Barroso proferia o seu relatório com uma dura sentença pela inelegibilidade de Lula, um comício no Centro de Fortaleza fervia pró-Lula. Do Ceará, a presença mais marcante era a de Camilo Santana (PT). Em sete minutos, o governador proferiu um dos mais apaixonados, inflamados e esquerdistas discursos de sua trajetória política.
Naquele momento, Camilo não parecia um político cuja eleição foi bancada pelo grupo político de Cid Gomes, que tem Ciro Gomes (PDT) como candidato a presidente. Sem a presença de um Ferreira Gomes por perto, o Camilo que se ali se viu com o microfone nas mãos parecia um veterano e convicto petista. Não fez mediações e nem ponderações sobre parcerias locais. Foi inteiramente Lula-lá e Haddad cá e lá.
Em alta temperatura, puxou o coro “Lula Livre”. Falou do orgulho de (“nós do PT”) pelo legado de Lula. Com o adesivo de Lula/Haddad no peito, agradeceu o seu “aprendizado” com o ex-presidente que hoje está preso em Curitiba. Arrancando força na voz, criticou “Brasília” por “retirar” direitos dos trabalhadores.
Camilo foi muito além. Perto do fim da fala, dirigiu-se a Haddad, o reserva que já se sabia titular, e, abraçando-o, disse o seguinte: “Eu quero aqui, meu caro Haddad, desejar toda a sorte do mundo nessa caminhada. Você tem uma tarefa importante. Uma tarefa pela democracia nesse País. A tarefa de resgatar a esperança do povo brasileiro… Lula já é um vitorioso pela resistência… Esse País está sem rumo, tem um governo golpista… Portando Haddad, força nessa caminhada.”
Veja o inflamado discurso do governador do minuto zero ao sétimo.
https://www.facebook.com/fernandohaddad/videos/308285579727353/?t=4







