Efeito Lula perde força e a briga agora é pela herança de votos do petista

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O quadro agora é mais fácil para analisar os contornosPor Fábio Campos
Tenho recebido pedidos para analisar o quadro da disputa presidencial. Optava até então pelo comedimento. Não havia outra atitude diante de uma disputa contagiada pelo efeito Lula, que todos sabíamos inelegível.
O vírus Lula se espalhou pelo processo político. O seu nome não saiu do noticiário, estimulado pelo PT e uma legião de adeptos, mesmo com o homem encarcerado em Curitiba. Como a convenção do PT oficializou Lula e o pedido de registro foi feito na Justiça Eleitoral, as pesquisas se obrigaram a inscrever o candidato nos questionários.
Era cenário com Lula, cenário sem Lula e com Haddad e cenário com Haddad apoiado por Lula. Tudo muito confuso. Qualquer analista sabe que essa contingência degenera os resultados finais de todos esses cenários. Agora, muito tardiamente, o trem vai entrar nos trilhos.
As pesquisas vão entrar em seu ritmo tradicional, tanto que Ibope e Folha recolheram suas intenções nos últimos dias para refazer os questionários. O impacto da entrada oficial de Fernando Haddad (PT) como candidato será significativo.
Vamos ao caso de Ciro Gomes. Nos estados nos quais o pededista vai bem como Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, é muito provável que seus índices deem um salto. Fato que melhoraria o seu desempenho nacional e poderia criar uma onda favorável.
As pesquisas indicavam mais de um terço dos votos para Lula. Esse patrimônio vai ser distribuído. É provável que um terço desse um terço permaneça com o PT. A incógnita é como ficará o resto da herança. Uma incógnita que tende a decidir a configuração do segundo turno. Pelo menos na parte das alas políticas mais à esquerda.
 

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