TSE multa Carla Zambelli em R$ 30 mil por propaganda eleitoral irregular na internet

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Foto Lula Marques/EBC

A deputada federal Carla Zambelli (PL) foi multada em R$ 30 mil pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em sessão desta terça-feira, 20, por divulgar, durante a campanha eleitoral de 2022, postagens em redes sociais que disseminam fake news sobre o processo eleitoral brasileiro e o aplicativo e-Títulos. Procurada pelo Estadão, Zambelli disse estar focada nas assinaturas do impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por fala sobre Holocausto.

O TSE considerou a conduta como propaganda eleitoral irregular na internet. Nas publicações, a deputada afirmava que o QR Code contido na nova versão digital do título eleitoral contabilizaria, de forma automática, votos em benefício de Lula, que, até então, era candidato à Presidência da República. Em outras postagens compartilhadas, era dito que o “sistema da Justiça Eleitoral estaria fazendo campanha antecipada para o Lula” por meio do QR Code do aplicativo.

A parlamentar encabeça a proposta de pedido de impeachment contra o presidente e pretende protocolar o documento nesta semana na Câmara. O documento, que já conta com 114 assinaturas, foi feito dois dias depois de Lula comparar as ações de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto.

“Não consegui parar para olhar isso”, disse a deputada federal por São Paulo. A assessoria da parlamentar ainda reforçou que Carla Zambelli só vai se manifestar sobre o assunto no final de semana.

Outros dois citados no processo, Darcio Bracarense e Inácio Florêncio Filho, também foram multados em R$ 15 mil, cada, por criação e divulgação de informações falsas. No Plenário, a ministra Cármen Lúcia afirmou que se preocupa “de uma forma muito especial” com o dolo eleitoral. “A pessoa sabe que não pode adotar o comportamento, sabe que é falso e, ainda assim, propaga com um dolo muito específico”.

Esta não é a primeira multa que a deputada recebe do Tribunal por divulgação de informações falsas. Em 2023, o TSE multou Carla Zambelli e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por vídeo compartilhado. O vídeo foi gravado por Nikolas Ferreira e associava Lula ao aborto, censura, fechamento de igrejas e defesa das drogas.

Agência Estado

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