Ceará estabelece Conselho Estadual dos Povos Indígenas em nova iniciativa de proteção e apoio à comunidade nativa

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Foto: Divulgação

Após criar a primeira Secretaria dos Povos Indígenas (Sepince), que tem à frente a professora, mestre em Antropologia e Cacika Irê do Povo Jenipapo-Kanindé, Juliana Alves, o Governo do Ceará avança ainda mais na proteção da população indígena no estado. A Assembleia Legislativa aprovou a instituição do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (Cepin), órgão colegiado, consultivo, deliberativo e fiscalizador, como parte integrante da estrutura organizacional da Sepince.

O Conselho tem por finalidade viabilizar e assegurar a participação dos povos indígenas nos processos de deliberação, implementação e fiscalização de suas políticas públicas no âmbito do Estado do Ceará. Estão entre as suas competências: discutir, deliberar e aprovar a Política Estadual para Povos Indígenas do Estado do Ceará, além de acompanhar e participar da avaliação de políticas, programas, projetos e ações estaduais voltadas à população indígena, definindo formas de monitoramento e controle social dos resultados, bem como sugerindo as alterações consideradas necessárias.

Também competirá ao Cepin, auxiliar na elaboração de projetos que visem à implementação, por parte do Estado, diretamente ou em parceria com a União, com os municípios e com entidades públicas ou privadas, de ações nas áreas da saúde, educação, cultura, cidadania, saneamento, habitação, agricultura, pecuária, meio ambiente e outras atividades de sustentação, considerando suas especificidades.

O Conselho Estadual dos Povos Indígenas será composto por 40 membros, entre representantes do Poder Público e dos povos e das organizações indígenas do Estado do Ceará. Os representantes titulares e respectivos suplentes dos povos indígenas serão eleitos em Conferência Eleitoral Estadual dos Povos Indígenas do Estado do Ceará, convocada pela Sepin, a cada dois anos.

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