
Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br
A seguir, comento em pontos os resultados da pesquisa Datafolha:
– As diferenças numéricas entre Ibope e Datafolha são pequenas mas de grande efeito político.
-Em ambas, Bolsonaro aparece com 28%.
-O fundamental na comparação entre os dois institutos está na briga pela segunda colocação. No Ibope, Ciro com 11% contra 13% do Datafolha. Já Haddad com 19% no Ibope e 16% no Datafolha.
-Resultante do Datafolha: Ciro em empate técnico com Haddad e totalmente dentro da briga pela segunda colocação.
-Mais que isso: pelo Ibope, um crescimento estrondoso de Haddad com um salto de 11 pontos. Pelo Datafolha, um crescimento bem mais tímido. Entre o dia 14 e o dia 19, o petista subiu só três pontos percentuais (de 13% para 16%).
– O mais correto sempre é comparar os números de um mesmo instituto. Então, considerando o Datafolha, o retrato foi o seguinte:
Bolsonaro de 26% para 28%
Haddad de 13% para 16%
Ciro de 13% para 13%
Alckmin de 9% para 9%
Marina de 8% para 7%
Branco/nulo/nenhum de 13% para 12%
-Atentem para um ponto do Datafolha: Ciro Gomes é o candidato que se mostra com maior capacidade de ser o beneficiário da mudança de voto dos eleitores. É o líder nesse quesito com 15% contra 13% de Marina.
-Com algum grau de certeza, pode-se afirmar que Bolsonaro é o único nome certo no segundo turno. Sua votação parece consolidada. Afinal, tem 24% de menções espontâneas.
-No entanto, sua rejeição de 43% o mantém como presa relativamente fácil de ser abatida no segundo turno.
-Também muito relevante no Datafolha é a excelente condição de Ciro em um possível segundo turno. Caso a disputa fosse hoje, o pedetista venceria todos os concorrentes.
-Ciro mostra-se resistente. Não cai, porém não cresce. Esta com 13%, permaneceu com 13%. Portanto, uma posição ainda perigosa diante da proximidade de Alckmin (9%), que se apresenta estagnado, diga-se, mas ainda com tempo (embora não seja tendência) de se beneficiar de fatos novos que mudem o ponto de vista do eleitorado de posições flutuantes.
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