Aposentada sofre golpe de R$ 25 mil, e Justiça manda banco devolver dinheiro e pagar indenização

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Justiça. Foto: Reprodução.

CUIABÁ – Uma aposentada de Tabaporã, em Mato Grosso, conseguiu na Justiça anular dois empréstimos consignados feitos de forma fraudulenta em seu nome, no valor total de R$ 25 mil. A decisão é da Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que manteve integralmente a sentença e negou os recursos dos bancos.

Golpe começou com empréstimos não autorizados

Segundo o TJMT, os empréstimos foram lançados na conta da consumidora sem manifestação válida de vontade. Depois disso, parte do valor foi usada para quitar um boleto, e a vítima recebeu contato de um falso atendente bancário dizendo que ela precisaria devolver a quantia para cancelar o contrato.

Pix entrou no centro da fraude

Assustada, a aposentada transferiu o dinheiro ao filho, que também foi orientado pelo golpista a enviar os valores por Pix para contas indicadas por ele. Para o tribunal, houve falha bancária também no tratamento posterior das transferências.

Bancos respondem por falha no serviço

O TJMT aplicou o Código de Defesa do Consumidor e reconheceu a responsabilidade objetiva das instituições financeiras. A Corte destacou que fraudes bancárias praticadas por terceiros integram o risco da atividade e não afastam o dever de indenizar.

Contratos foram anulados

A Justiça entendeu que a ausência de consentimento da aposentada tornou os contratos nulos e os débitos inexigíveis. Na prática, os bancos não conseguiram sustentar a validade dos consignados lançados em nome da consumidora.

Restituição e dano moral

A decisão manteve a restituição de R$ 7,5 mil, correspondente a 50% do valor transferido via Pix, e confirmou indenização solidária de R$ 8 mil por danos morais, sendo R$ 4 mil para cada autor.

Por que a decisão importa

O caso tem forte impacto porque envolve aposentada, empréstimo consignado, golpe bancário, Pix e valores de natureza alimentar. A decisão reforça que instituições financeiras devem adotar mecanismos eficazes de segurança, autenticação e reação rápida quando o consumidor comunica fraude.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

Vídeo: Cid Gomes admite candidatura ao Senado ao defender nome de Ciro para a Presidência

Aécio diz que convite a Ciro é “para valer”: “Os olhos dele brilham”

Ciro Gomes entre dois caminhos: o Ceará no radar, o Brasil na cabeça

Lia Gomes lê o presente, mas a política exige construção

Vídeo: Como o Focus Poder antecipou, Aécio chama Ciro para a disputa presidencial

Parceira do Focus Poder, AtlasIntel crava resultado da eleição na Hungria

O novo cálculo do Senado: entre a força de Cid e a oportunidade de Luizianne

Criatura política no Ceará: federação estilo Frankenstein tenta ganhar vida

Vídeo: Aécio recoloca Ciro no radar da terceira via

MAIS LIDAS DO DIA

Diesel cai pela 2ª semana seguida e recua R$ 0,20 por litro nos postos

Gilmar Mendes

MPF arquiva representação contra Gilmar Mendes por suposta homofobia

Flávio Bolsonaro empata com Lula em cenário de 2º turno, aponta AtlasIntel

A escuta que quase não existe; Por Gera Teixeira

TST impede sindicato de receber dinheiro de trabalhadora sem autorização expressa

Aposentada sofre golpe de R$ 25 mil, e Justiça manda banco devolver dinheiro e pagar indenização

Justiça obriga plano a custear cirurgia de coluna e materiais indicados por médico

Bahia: disputa acirrada coloca PT e ACM Neto em empate técnico

Aperto de mãos em negócios. Foto: Freepik

Fortaleza abre 25 mil empresas em 2026 e alcança 460 mil negócios ativos