
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro avançou 0,5% em março de 2026 na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor acumula crescimento de 2,4% no ano e de 1,8% nos últimos 12 meses.
Na comparação com março de 2025, o varejo apresentou alta de 4%, mantendo trajetória positiva impulsionada principalmente pelos segmentos ligados à tecnologia, combustíveis e consumo pessoal.
Varejo ampliado: O chamado varejo ampliado, que inclui vendas de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos e bebidas, também apresentou desempenho positivo. O setor cresceu 0,3% em março frente a fevereiro e avançou 6,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Segundo o IBGE, o resultado reflete a manutenção do consumo das famílias e o desempenho positivo de setores ligados ao crédito e à circulação de mercadorias.
Tecnologia e combustíveis: Entre as atividades pesquisadas, o maior crescimento mensal foi registrado pelo segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que avançou 5,7% em março.
Também apresentaram resultado positivo os setores de combustíveis e lubrificantes e de outros artigos de uso pessoal e doméstico, ambos com alta de 2,9%.
Por outro lado, alguns segmentos registraram retração no período. As vendas de móveis e eletrodomésticos caíram 0,9%, enquanto hipermercados e supermercados tiveram recuo de 1,4%.
Comparação anual: Na comparação com março de 2025, todas as oito atividades pesquisadas pelo IBGE registraram crescimento.
Os principais destaques foram:
- equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 22,5%;
- outros artigos de uso pessoal e doméstico: 11,1%;
- livros, jornais, revistas e papelaria: 10,2%;
- combustíveis e lubrificantes: 7,6%;
- artigos farmacêuticos e de perfumaria: 7,1%.
No varejo ampliado, os maiores avanços ocorreram nos setores de veículos e motos (12,6%), atacado especializado em alimentos e bebidas (8,7%) e material de construção (8,1%).
Maioria dos estados registra crescimento: O levantamento aponta ainda que o comércio varejista apresentou resultado positivo em 24 das 27 unidades da federação na comparação anual.
Os maiores crescimentos foram observados em Pernambuco, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. Já São Paulo, Pará e Mato Grosso foram os únicos estados que registraram queda nas vendas frente a março do ano passado.






