
O fato: o custo de vida continua pressionando o bolso dos brasileiros e os números mais recentes da inflação reforçam essa percepção. Dados divulgados pelo IBGE mostram que o IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, subiu 0,67% em abril, registrando o maior resultado para o mês desde 2022. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,39%, acima do índice observado em março.
Principais impactos: na prática, isso significa que itens essenciais seguem mais caros no dia a dia. Entre os principais impactos estão os aumentos nos preços de medicamentos, produtos de higiene e alimentos, que continuam pesando no orçamento das famílias brasileiras.
Fortaleza e o custo da cesta básica: o avanço dos preços também é percebido no Ceará. Fortaleza registrou a segunda maior alta do país no valor da cesta básica em abril, segundo levantamento do Dieese. O custo dos alimentos essenciais subiu 5,46% em apenas um mês, passando de R$ 727,90 para R$ 767,67.
Pressão nos alimentos e horas de trabalho: entre os produtos que mais influenciaram a alta estão o tomate, a carne bovina e o feijão. O levantamento mostra ainda que um trabalhador precisou dedicar mais de 104 horas de trabalho para conseguir comprar os itens básicos de alimentação.
Cenário econômico e desafios: mesmo com alguns fatores ajudando a evitar uma inflação ainda maior, como a queda no preço das passagens aéreas, o cenário continua desafiador. A combinação entre alimentos caros, aumento em despesas básicas e juros elevados mantém a inflação como uma das principais preocupações das famílias e também do setor produtivo.
Salário mínimo ideal: outro dado que reforça o peso do custo de vida é a estimativa do Dieese sobre o salário mínimo ideal no país. Segundo o órgão, uma família de quatro pessoas precisaria receber cerca de R$ 7,6 mil por mês para conseguir atender às necessidades básicas, valor quase cinco vezes maior que o salário mínimo atual.






