
Por quê importa: A nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostra uma convergência entre os indicadores de governo e o cenário eleitoral. Embora Lula ainda enfrente desaprovação superior à aprovação, a recuperação gradual da percepção sobre sua gestão coincide com uma ampliação da vantagem sobre Flávio Bolsonaro nas simulações para a Presidência.
Os números:
- Lula registra 47,6% de aprovação e 51,2% de desaprovação. Na avaliação do governo, 49,3% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 37,9% a consideram ótima ou boa. As séries históricas indicam melhora gradual desses indicadores nos últimos meses.
- No primeiro turno, Lula lidera os dois cenários testados. No mais amplo, aparece com 44,9%, contra 35,8% de Flávio Bolsonaro (vantagem de 9,1 pontos). No cenário com menos candidatos, sobe para 47,4%, enquanto Flávio marca 37%, ampliando a diferença para 10,4 pontos.
- No segundo turno, Lula mantém a liderança com 49,2%, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro, abrindo 6,3 pontos percentuais de vantagem, acima da margem de erro da pesquisa. A série histórica mostra que esse cenário representa uma recuperação em relação aos levantamentos anteriores, quando a disputa esteve mais equilibrada.
O cenário: Apesar da vantagem de Lula, a polarização segue intensa. Flávio Bolsonaro registra 52,9% de rejeição, enquanto Lula aparece com 49,4%. A elevada rejeição dos dois principais nomes reduz o espaço para crescimento expressivo de ambos e reforça a tendência de uma disputa competitiva.
Além da urna: A pesquisa também mostra um país dividido. Para 46,6% dos entrevistados, uma vitória de Flávio Bolsonaro seria o resultado mais preocupante; para 44,6%, a maior preocupação seria a reeleição de Lula. Ainda assim, quando comparados diretamente sobre capacidade de governar, Lula lidera em áreas como saúde, educação, geração de empregos, combate à pobreza e política externa, enquanto Flávio Bolsonaro obtém melhor desempenho relativo em segurança pública e combate à corrupção.
Entrelinhas: A Atlas sugere um movimento consistente: a melhora dos indicadores do governo é acompanhada pelo fortalecimento da posição eleitoral de Lula. Ainda assim, os altos índices de rejeição e a estabilidade do eleitorado bolsonarista indicam que a corrida presidencial permanece aberta e deverá continuar marcada pela polarização até 2026.
Metodologia: A Atlas ouviu 5.021 entrevistados, entre 22 e 27 de julho de 2026, utilizando recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), com ponderação por sexo, idade, renda, escolaridade, região e voto anterior. A margem de erro informada é de ±1 ponto percentual, com 95% de confiança.







