
A construção civil do Ceará encerrou o segundo trimestre de 2026 com melhora nos indicadores financeiros e manutenção do ritmo de expansão da atividade e do emprego. Os dados são da Sondagem da Construção, realizada pelo Observatório da Indústria Ceará, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em junho, o indicador de Nível de Atividade alcançou 54,9 pontos, enquanto o Número de Empregados ficou em 51,5 pontos. Resultados acima de 50 pontos indicam expansão. No mesmo período, a construção civil brasileira permaneceu em retração pelo 11º mês consecutivo.
Melhora financeira
Os indicadores de Situação Financeira e Margem de Lucro Operacional também retornaram ao campo positivo, com 51,4 e 50,1 pontos, respectivamente. No trimestre anterior, ambos estavam abaixo da linha de 50 pontos.
Outro indicador que apresentou resultado positivo foi o nível de atividade em relação ao usual, sinalizando desempenho acima do considerado normal para o período, segundo a pesquisa.
Crédito e mão de obra
Apesar da melhora nos indicadores financeiros, o acesso ao crédito continua entre os desafios apontados pelas empresas. A principal dificuldade citada pelos empresários foi a falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados, mencionada por 35% dos entrevistados.
Na sequência aparecem as taxas de juros elevadas, com 30%, as dificuldades logísticas, com 25%, e a demanda interna insuficiente, também com 25%.
A utilização da capacidade operacional permaneceu elevada, indicando bom aproveitamento da estrutura produtiva pelas empresas do setor.
Perspectivas
As expectativas para o segundo semestre permanecem positivas. Todos os indicadores de perspectivas ficaram acima de 50 pontos, enquanto a intenção de investimento também permaneceu no campo positivo.
A edição referente a junho ouviu 20 empresas cearenses, sendo cinco de pequeno porte, 11 de médio porte e quatro de grande porte. A coleta foi realizada entre 1º e 10 de julho.






