
Equipe Focus
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O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a terceira versão do plano de governo do partido desde o início do processo eleitoral, quando o candidato pela sigla ainda era o ex-presidente Lula.
Na nova versão, não há mais a proposta que criação de uma nova Assembleia Constituinte e nem a de instituição de tempo de mandato para membros do STF e das Cortes Superiores de Justiça não coincidente com trocas de governos. O novo documento defende debate sobre o tema.
Agora o programa também promete que “o Banco Central manterá sua autonomia e seu mandato de controlar a inflação, permanecendo atento a temas como a estabilidade do sistema financeiro e o nível de emprego”. A proposta de criação de um novo indicador de inflação foi descartada.
Em relação ao agronegócio, o documento agora afirma que um provável governo Haddad “vai apoiar o setor, criando condições de segurança e estabilidade para o produtor rural, oferecendo políticas específicas para cada etapa do processo produtivo em constante diálogo com os produtores”. Não há mais a proposta de “regulação do grande agronegócio para mitigar os danos socioambientais”.
Houve também a troca do trecho que aborda a adoção de “políticas de promoção da orientação sexual e identidade de gênero” para “políticas de combate à discriminação em função da orientação sexual e identidade de gênero”. Em relação ao combate às drogas, o novo plano não usa a palavra “descriminalização” e afirma a necessidade de “olhar para as experiências internacionais de políticas sobre drogas”.
Ainda na terca-feira, Haddad escreveu carta destinada aos evangélicos numa tentativa de atrair votos dessa parcela do eleitorado.
De acordo com pesquisa Ibope divulgada na última segunda-feira, Haddad aparece com 41% das intenções de voto, atrás do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que aparece com 59%. Na noite desta quinta-feira, é a vez do Datafolha divulgar resultados de pesquisa de intenção de voto.
Atos de campanha
O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 18, com advogados e juristas em evento a favor da democracia em São Paulo. O ex-prefeito da capital paulista recebeu manifesto pela continuidade do regime democrático no país com mais de 1500 assinaturas. Entre os presentes na ocasião estavam o advogado do presidente Michel Temer, Antonio Claudio Mariz de Oliveira e o ex-ministro da Justiça no governo de FHC, José Carlos Dias.
Haddad ainda concedeu entrevista à Rádio Tupi do Rio de Janeiro na qual afirmou que suas prioridades de governo serão emprego e educação.







