Equipe Focus
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A PF cumpriu dois mandados de prisão e outros 26 mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens de 14 envolvidos na operação Fratura Exposta que investiga fraudes na aquisição de materiais médico-cirúrgicos no Ceará na área de ortopedia. A PF avalia que as fraudes alcancem R$ 1,8 milhão.
Há médicos ortopedistas na lista. Como aqui o trânsito fabrica amputados em série, principalmente oriundos de acidentes de motos, o campo para os negócios ficou fértil. De acordo com a PF, a propina se relaciona com a compra de próteses fornecidos por empresa importadora. O esquema atuava no IJF, o HGF, Walter Cantídio e Hospital do Cariri.
Há um fator que chama a atenção: segundo a PF, há casos envolvendo o ISGH, a organização social que administra os hospitais no âmbito do Governo estadual. A entidade tem pouca transparência e sua atuação vem sendo questionada há tempos. Eis aí uma herança maldita que caiu no colo do respeitado Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, que não tem absolutamente nada a ver com o escândalo.







