Farmácias Tele Juca e do Trabalhador alegam que guerra entre gigantes as levou à falência decretada pela justiça

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Imagem: Divulgação.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br
O juiz da 2ª Vara de Recuperação de Empresas e Falências decretou a falência das empresas Farmácia Tele Juca EIRELI e Farmácia e Drogaria do Trabalhador, por descumprimento do plano de recuperação judicial. Os credores Banco do Nordeste do Brasil S/A, Banco Bradesco S/A, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco S/A não aprovaram as propostas das empresas quanto às dívidas contraídas. No caso, as farmácias reconheceram a inviabilidade no segmento das obrigações financeiras assumidas na recuperação judicial.
De acordo com os autos do processo, as empresas falidas “ressaltaram o gradual agravamento a delicada situação financeira e o crescente endividamento das empresas, sem o menor vislumbre de uma possibilidade de retomar suas atividades regulares e honrar os compromissos básicos com seus fornecedores e empregados”.
As empresas alegam que “A principal motivação para  requererem o benefício legal da recuperação judicial, qual seja a guerra comercial travada pelas três maiores redes de farmácias do Brasil, continua sendo extremamente maléfico para o comércio varejista farmacêutico em geral, já que outras redes pequenas ou médias também se viram obrigadas a recorrer” ao procedimento judicial de parcelamento da dívida com credores e funcionários.
O total de dívida das empresas é de R$ 14.222.527,06 (quatorze milhões, duzentos e vinte e dois mil, quinhentos e vinte e sete reais e seis centavos, segundo informações das partes autoras ( Tele juca e Farmácia do Trabalhador).
Na decisão, o magistrado Cláudio de Paula Pessoa, decretou a falência das empresas Farmácia Tele Juca EIRELI e Farmácia e Drogaria do Trabalhador. Também, foi determinada a expedição de ofícios para a anotação na Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC),  Receita Federal e Cartórios de Registro de Imóveis para fins de informar a existência de bens em nome da massa falida.
O avanço das grandes redes de farmácias pelo País, tem causado o fechamento de pequenos empreendimentos do segmento. A profissionalização do negócio, como o uso de novas tecnologias, com por exemplo a inteligência artificial e oferta de outros serviços, tem levado o consumidor a migrar para esse novo conceito de farmácia.  Toda essa arquitetura administrativa trouxe um novo modo de trabalhar quanto à gestão de estoques, poder de compra, mix de produtos, captura de vendas, marketing, gestão financeira e recursos humanos.
*Com informações TJCE
 
 

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