‘A disputa eleitoral acabou exatamente no dia 2 de outubro’, diz Lula em MT

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Rio de Janeiro – Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento da campanha Se é público é para todos, organizada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou a união entre governo federal e os Estados, em discurso em Rondonópolis, em Mato Grosso, nesta sexta-feira, 3. Em referência ao governador do Estado, Mauro Mendes (União Brasil), apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele disse não querer saber qual o partido dos governadores ou se recebeu apoio na corrida presidencial, “quero saber se está eleito”.

“Eu não quero saber o partido do governador. Se o Zé do Pátio, prefeito de Rondonópolis, fosse da oposição, eu também viria aqui. Estou preocupado em trabalhar junto com prefeitos e governadores, para que o país possa voltar a crescer e o povo possa voltar a trabalhar”, disse Lula, em evento de entrega 1 440 residências do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). “A disputa eleitoral acabou exatamente no dia 2 de outubro.”

De acordo com Lula, a democracia exige a convivência e o trabalho, mesmo com adversários, há de ser feito em prol do povo do Estado e da cidade. O presidente remonta reuniões realizadas no início do governo com chefes estaduais para estreitar a relação. “Deixamos de ser o país da alegria, do crescimento, para ser o país da mentira e do ódio. Vocês viram o que aconteceu em Sinop, onde um cidadão perdeu uma partida de sinuca e decidiu matar 7 pessoas. Eu tenho o compromisso de restabelecer a fraternidade no Brasil.”

Ao reforçar a promessa de campanha de conversar com cada governador e prefeito, “pessoas que gostam de mim ou não”, Lula disse não estar propondo casamento. “Estou propondo governar, a gente tratar o povo com respeito”, declarou.

O governador de Mato Grosso discursou minutos antes do presidente. Ao ser citado pelo prefeito da cidade de Rondonópolis, José Carlos Junqueira de Araújo, no início da cerimônia, Mendes foi vaiado. Em fala, o governador reforçou união entre Estado e governo federal, disse que as eleições já acabaram e ser preciso unir o País em prol de um objetivo.

“Comecei muito vaiado por muita gente neste Estado, mas terminei com quase 70% de votação das urnas”, disse o governador.

Segundo ele, é preciso respeitar a democracia.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

O Ceará em outro patamar: energia, dados e poder

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial em 10 estados, incluindo o Ceará

Obituário: Lúcio Brasileiro 1939-2026

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

MAIS LIDAS DO DIA

Ciro deu a largada: “sou teu, Ceará”. E sem Bolsonaro; Por Emanuel Freitas

O novo risco invisível dos influencers: perder o Instagram por não entender que perfil também é ativo empresarial. Por Frederico Cortez