
Equipe Focus
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Jair Bolsonaro (PSL) se recupera da cirurgia na UTI na Santa Casa de Juiz de Fora, onde aguarda uma equipe do Sírio-Libanês, de São Paulo, que avaliará possível transferência.
Depois de ser esfaqueado no abdômen na cidade mineira durante ato de campanha na tarde desta quinta-feira, 6, o presidenciável passou por uma laparotomia. Todas as lesões, no intestino delgado e na artéria mesentérica, que leva sangue para a intestino, foram reparadas com sucesso. Ele está consciente e seu quadro é estável.
A campanha
Médicos ouvidos pela Folha de S. Paulo apontam que as primeiras 48 horas serão decisivas, com riscos que vão de infecções a hemorragias. Eles também apontam ser improvável que o candidato se recupere a tempo de voltar a fazer campanha para o primeiro turno, que acontece em um mês.
Para seu vice, general Hamilton Mourão (PRTB), o candidato “sairá disso maior que entrou”, apostando que o fato será decisivo para os eleitores indecisos.
Os autores
O autor do ataque foi Adelio Bispo de Oliveira, 40, preso em flagrante. Aos policiais, ele disse que agiu por motivos pessoais. Em alguns momentos, também afirmou ser sido “a mando de Deus”. Ele foi filiado ao PSOL, que repudiou o ataque, de 2007 a 2014. Também tem passagem na polícia por lesão corporal em 2013.
A Polícia Civil de Minas prendeu um segundo suspeito. O órgão, no entanto, não deu mais detalhes. As investigações do caso passarão a ser conduzidas pela Polícia Federal.
Medidas e repercussão
Depois do ataque, conforme o site O Antagonista, a cúpula do Exército se reuniu. A instituição avalia que o fato deve agravar a situação do País. Já o presidente Michel Temer se reuniu com o ministro da Segurança, Raul Jungmann. Também anunciou reforço na segurança dos presidenciáveis.
O ataque dominou redes sociais e imprensa, com repercussão internacional. Políticos se solidarizaram com Bolsonaro.
Mercado financeiro
O episódio também teve repercussão no mercado financeiro. O dólar despencou nos minutos finais da sessão, fechando com baixa de 1,1%. Já o Índice Bovespa encerrou em alta de 1,76%. A leitura dos analistas é de que o ataque fortalece a candidatura do deputado, ante nomes da esquerda. Também que, caso fique de fora da campanha, os votos de Bolsonaro seriam transferidos para Alckmin (PSDB), cuja agenda está mais alinhada ao mercado.
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