Bonner e Renata fizeram a entrevista dos sonhos de Bolsonaro

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Por Fábio Campos
A dupla de jornalistas que faz a bancada do Jornal Nacional, na Rede Globo, foram os cabos eleitorais que Jair Bolsonaro (PSL) jamais poderia imaginar ter. Incrível. A dupla pouco dinâmica formado pelos experientes William Bonner e Renata Vasconcelos pareciam dois focas perguntando ao candidato justamente acerca dos temas que transformaram Bolsonaro no líder da pesquisas.
Era tudo o que o candidato precisava em seus 25 minutos de entrevista. Bolsonaro navegou em águas conhecidas. Contra o crime armado até os dentes ele defendeu armar as forças de segurança até os dentes e com melhores armamentos. “Ahh… mas vão morrer inocentes nessa guerra”, reclamou Renata. “Ora, então desse jeito é só a polícia não ir às comunidades controladas por traficantes”.
E sobre as questões de gênero? Esse é o terreno em que Bolsonaro mais consegue adeptos. Em certo momento levantou um livrinho infantil que, segundo ele, é adotado nas escolas. É o tal do kit gay. Disse uma obviedade para a grande maioria dos pais: não quero que esses temas sejam dados em salas de aulas para crianças”. Impedido de mostrar o livro, disse que faria uma “live” logo após a entrevista onde mostraria o livro.
E assim foi quase toda a entrevista. Bolsonaro ainda terminou a entrevista lembrando o apoio de Roberto Marinho, fundador da Globo, ao movimento (golpe) de 1964.  Se a dupla de entrevistadores queria emparedar o candidato, esse intuito passou longe. E tudo por um só motivo: jogou o jogo que Bolsonaro domina e se fez o que é.
Por onde deviam ter ido? Simples: economia, política externa, reforma da previdência, o quadro da educação, o quadro caótico da saúde e temas que, de fato, dizem muito mais respeito à disputa e que são de baixíssimo domínio do entrevistado.
 

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