Capitão Wagner diz que “alguns políticos cearenses têm ligação íntima com facções”

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Capitão Wagner: “desmotivado” com a falta de movimento da oposição. Foto: Assembleia Legislativa

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O deputado federal Capitão Wagner afirmou que alguns políticos cearenses têm envolvimento com facções. Em almoço com a imprensa, ele afirmou que, quando atuava como deputado estadual, chegou a denunciar parlamentares que tinha ligação com o crime organizado.

“Hoje tem investigação do Ministério Público e da Polícia Civil que apontam ligações que políticos cearenses têm ligação íntima com facções. Tem uma investigação que mostra que um chefe de facção trabalhou em prol da campanha de um político. Foi para a comunidade ameaçar pessoas, distribuir dinheiro”, ressaltou Capitão Wagner. Um dos nomes citados é do ex-prefeito de Redenção, Davi Benevides. Ele é filho do deputado federal Mauro Benevides Filho.

O deputado afirma que há outros municípios envolvidos. “Em Quixadá, tem caso de deputado estadual vinculado a grupo que assaltava carros-forte. Mandou queimar uma torre lá. Você não ter punição dessas pessoas é forma de ingerência política. Já denunciei, mas infelizmente não deu em nada”, disparou.

Escolha de nomes para o secretariado

Ao ser questionado para a escolha de nomes ligados a um futuro secretariado, Capitão Wagner pensa em colocar nomes técnicos. “Eu não vejo dificuldade em ter um perfil mais técnico. Foi o que o Tasso fez em 1986. Ele colocou políticos e técnicos. O técnico fazia a coisa girar e os políticos para atender as demandas políticas. Não há problema em ter participação dos deputados desde que entreguem resultados. Não queremos fazer discursos apolíticos ou apartidários. Há necessidade de conversar com a Assembleia Legislativa e prefeitos”, ressaltou.

Cenário semelhante ao de 1986

Capitão Wagner pontou que o atual cenário político do Estado é semelhante ao de 1986, período em que Tasso Jereissati foi eleito sob a bandeira da “renovação”.

“O cansaço do grupo que está no poder, o inchaço gera insatisfações. Um aliado acha que foi menos beneficiado que o outro e isso gera uma série de atritos. A máquina inchou demais. Há necessidade de uma nova forma de fazer política no Ceará, priorizando os cearenses”, comentou.

“Quando vemos o Governo do Estado brigando para manter o nível de arrecadação de impostos ou até aumentar, só está se pensando nos cofres e não nos cearenses lá na ponta, tendo que se sacrificar. O novo gestor precisa ter um pensamento diferente”, complementa.

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